Você já ouviu falar em Open Source ou Código Aberto?

Esse termo vem ganhando cada vez mais destaque na atualidade e promete revolucionar o ramo de desenvolvimento, novas tecnologias e inovação. Para entender um pouco mais a aplicação do Open Source, o BLOG da Mauá conversou com dois ‘feras’ no assunto:

 

Anderson Harayashiki Moreira – professor da Mauá das disciplinas Algoritmos e Programação, Projetos e Atividades Especiais I, Projetos e Atividades Especiais II, Programação Orientada a Objetos e Banco de Dados, Desenvolvimento de Robôs para Competições I, Desenvolvimento de Robôs para Competição II e Inteligência Artificial em Controle e Automação. Graduado em Engenharia de Controle e Automação pelo Instituto Mauá de Tecnologia, ele é Mestre na área de Sistemas Aeroespaciais e Mecatrônica e atualmente está cursando doutorado na mesma área.

Com mais de 10 anos de experiência na área de construção de robôs, desenvolve projetos no ramo de sistemas microcontrolados e compõe a organização das competições nacionais de robótica Winter Challenge e Summer Challenge, ambos da RoboCore;

 

Ivan Seidel – possui duas empresas nas áreas de Educação e Publicidade. Participa de competições de robótica no Brasil e exterior, tem experiência em hardware e software e ama compartilhar conhecimento. Neste ano,  ele virá ao TEDx Mauá falar sobre Open Source e sobre como essa “Era da Tecnologia de Código Aberto” está revolucionando e acelerando o crescimento das corporações.

 

 

Afinal, o que é Open Source?

O professor Anderson contou ao BLOG da Mauá que “Open Source ou Código Aberto, em tradução livre, é um modelo de desenvolvimento que vem ganhando bastante espaço nos tempos atuais. Por meio dele, pessoas e / ou empresas divulgam e disponibilizam suas soluções para problemas de Design, softwares e produtos. Trata-se de um licenciamento livre, permitindo que outras pessoas consultem, analisem, alterem e façam contribuições ao conteúdo distribuído.”

 

“Todos enfrentamos problemas durante a execução de projetos, seja de um programa, vídeo, Design…”, afirma Ivan. “Acontece que esses problemas muitas vezes já foram resolvidos por outras pessoas, ou seja, muitos ficam ‘quebrando a cabeça’ numa mesma questão, repetidamente. Aplicar o Open Source, portanto, é mais do que disponibilizar um conteúdo resolvido em sites na internet. É permitir que esse conteúdo seja modificado e melhorado. Desse modo, você fará parte da  ‘comunidade‘ Open Source, contribuindo não só com a resolução de um problema, mas também com a melhoria da solução encontrada.”

 

Existem regras para o uso do Código Aberto?

“Normalmente as regras de utilização do código aberto são definidas por meio da licença que o proprietário do conteúdo deseja utilizar. Existem diversos tipos de licença: uma das  mais radicais, como a GPL (possui algumas obrigatoriedades que não permitem muita flexibilidade na sua utilização), e outras que possibilitam, por exemplo, criar um novo produto sem ter a obrigação de informar as modificações à comunidade”, contou-nos o professor Anderson.

 

Para Ivan, “Bom senso vem sempre em primeiro lugar. Depois dele, vem a licença, nome que se dá à forma como aquela criação pode ser usada, vendida ou divulgada.”

“Hoje existem diversas opções, como MIT License, Apache License, GNU License, Creative-Commons.

“Mas para quê ela serve? Basicamente, para proteger você e proteger sua criação. Essas licenças normalmente retiram 100% da responsabilidade do criador, além de definir limites, como o uso para fim comercial e pessoal. Podem, também, exigir que essas modificações sejam tornadas públicas, ou até mesmo impedir que a criação seja divulgada sem o nome do criador.  O site: http://choosealicense.com/ ajudar a escolher a melhor opção de acordo com o seu perfil”.

 

Segundo o professor Anderson, o lado positivo de se ter algo Open Source está em  permitir que pessoas do mundo inteiro colaborem com o seu projeto, sugerindo melhorias e alterações que podem fazer com que sua ideia auxilie cada vez mais pessoas, de maneira simples. “Eu gosto de pensar na seguinte pergunta: você acha melhor desenvolver algo sozinho ou ter o mundo inteiro contribuindo?

“Se, entretanto,  você não tiver escolhido uma boa licença, outras pessoas podem fazer uso indevido do seu projeto.”

 

Para Ivan, os fatores contra  são muitos: “Alguém pode copiar sua criação e começar a vendê-la, ou até mesmo modificar,  de uma forma que você não deseja,  e compartilhar. Pode, inclusive, fazer um projeto totalmente parecido com o seu e não mencionar seu nome. Mas ressalto mais uma vez: bom-senso deve vir em primeiro lugar, seguido da licença. É ser  “errado” fazer o que a licença explicitamente diz não poder.

O lado bom, porém,  ainda é mais relevante, pois você poderá ajudar pessoas do mundo inteiro, agilizar processos, aumentar a segurança, melhorar a estética, auxiliar a produtividade de pessoas e empresas com algo que elas teriam de  recriar para ter. Eu vejo isso como uma ciência informal: é uma forma vasta de produzir conteúdo intelectual para que outras pessoas aproveitem e criem coisas ainda melhores.”

 

Abaixo estão alguns exemplos de Open Source:

 

* App Inventor (software para desenvolvimento de app para Android);

* Scratch (software para ensinar programação para crianças);

* ALBATROSS (automação residencial feita com Arduíno e desenvolvida por ex-alunos da Mauá);

* Android;

* ArduPilot (um controlador de Drone Open Source);

* Prusa (impressora 3D);

* Músicas Open Source;

* Arduíno.

 

Projetos de Ivan Seidel:

* Segurador de Sacola;

* Músicas;

* Bibliotecas para Arduino;

* Inteligência artificial para jogo do dinossauro da Google.

 

Ivan falou sobre o tema no Campus Party Brasil 2016. Clique aqui para assistir a ele! 😉

 

Quer participar do TEDx Mauá 2016 em 11 de junho e saber mais sobre essas e outras ideias inovadoras? Clique aqui e inscreva-se agora mesmo! Vagas limitadas.

 

 

E você  o que acha do Open Source? Conte para gente: comente neste post. Não se esqueça de compartilhar com os amigos! 😉

 

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