Uma das construções mais importantes da Engenharia Civil é a ponte, criada para interligar pontos inacessíveis e permitir a passagem de pessoas, automóveis, comboios, canalizações, entre outros.

Recentemente, um trecho de cerca de 20 metros da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, em São Conrado, Zona Sul do Rio, desabou pouco mais de três meses após sua inauguração, deixando dois mortos e dezenas de feridos. O motivo: falhas no projeto.

Professor Sander David Cardoso Junior, Engenheiro Civil, responsável pela disciplina “Pontes I”

Construir uma ponte é uma verdadeira obra de arte: é necessário avaliar todas as características do local a fim de definir a melhor opção a ser implantada, bem como executar o projeto dentro das normas e padrões de qualidade. O BLOG da Mauá conversou com o professor Sander David Cardoso Junior para esclarecer algumas dúvidas sobre o tema. 😉

 

BLOG DA MAUÁ: Quais são os tipos de pontes que existem?

Prof. Sander: “Existem diferentes tipos de pontes, que podem ser classificadas de acordo com seu sistema estrutural, como pontes em viga, treliça, arco, pênsil e estaiada. O sistema estrutural empregado é escolhido de acordo com o vão que se deseja vencer, materiais e técnicas disponíveis na região, além de quesitos arquitetônicos.”

Alguns exemplos de pontes com diferentes sistemas estruturais:

Exemplo de ponte em viga: Ponte Rio-Niterói, Brasil (1974)

Exemplo de ponte em treliça: Ponte Forth Rail, Escócia (1980)

Exemplo de ponte em arco suspensa por cabos: Ponte JK, Brasil (2002)

Exemplo de ponte pênsil: Ponte Golden Gate, EUA (1938)

Exemplo de ponte estaiada: Ponte Octávio Frias de Oliveira, Brasil (2008)

 

BLOG DA MAUÁ: Quais são os materiais mais utilizados e mais recomendados na construção de pontes?

Prof. Sander: “Na Antiguidade, as pontes eram feitas basicamente de madeira e pedras. A partir da revolução industrial, no século XIX, foram desenvolvidos sistemas estruturais em ferro fundido, posteriormente substituídos pelo aço.  Atualmente é utilizado,  além do aço, o concreto armado e protendido.”

 

BLOG DA MAUÁ: Como identificar se a ponte corre risco de desabamento?

Prof. Sander: “As pontes devem passar por vistorias periódicas anuais, quando um profissional qualificado deve observar anomalias em sua estrutura, indicando a necessidade de algum tipo de reparo ou até mesmo sua interdição. Em 2016, a norma técnica NBR 9452, que regulamenta os requisitos exigíveis para a inspeção de pontes no Brasil, passou por um importante processo de revisão.”

 

BLOG DA MAUÁ: Por que a ponte balança?

Prof. Sander: “Pontes são estruturas flexíveis sujeitas à ação de cargas dinâmicas, como a ação do vento e o tráfego de veículos. Por isso acabam apresentando algum nível de vibração.

Essa vibração deve respeitar limites aceitáveis: seu estudo é feito com a análise dinâmica de estruturas. O problema começou a ser estudado de forma mais minuciosa depois do colapso da ponte de Tacoma Narrows em 1940, que se rompeu poucos meses após sua inauguração, devido ao efeito dinâmico do vento em sua estrutura, associado à falta de rigidez transversal e rigidez à torção do tabuleiro.” Clique aqui e assista ao vídeo.

Ponte Tacoma Narrows, Washington – EUA

 

BLOG DA MAUÁ: Qual o período ideal para manutenção / recapeamento das pontes?

Prof. Sander: “Esse período varia muito de uma ponte para outra e é influenciado pelo tipo de estrutura, material empregado, intensidade de tráfego e condições ambientais. Por exemplo, um pavimento rígido é projetado para durar em média 25 anos, enquanto um pavimento flexível é projetado para durar cerca de 10 anos. A necessidade das manutenções de rotina deve ser prevista nas vistorias rotineiras, realizadas periodicamente em prazo não superior a um ano.”

 

Se você possui alguma dúvida ou curiosidade sobre pontes, comente neste post! Não se esqueça de compartilhar com os seus amigos! 😉

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