Muitas vezes, deixamo-nos levar pela correria do dia a dia e não enxergamos as inúmeras possibilidades que podem transformar e melhorar as nossas vidas. Por isso, a Mauá busca auxiliar os seus alunos a ‘pensarem fora da caixa’, formando, mais do que profissionais renomados, pessoas que buscam todas as possibilidades possíveis para transformar o mundo por meio daquilo que fazem melhor, com uma simples e eficaz fórmula: ser feliz, fazer aquilo de que gosta, dedicar-se e, com isso, obter sucesso.

Hoje, contaremos a história de Juliano Laganá, formado pela Mauá em 2013 no curso de Engenharia de Controle e Automação. Ele aderiu à fórmula e em breve estará em solo estrangeiro para cursar Mestrado. Detalhe importante: COM TUDO PAGO! 😀

Juliano iniciou sua carreira universitária em 2009 e sempre foi muito ligado às atividades que a Mauá oferece: na 1.ᵃ série tornou-se membro da Mauá Jr.; na 2.ᵃ série passou a ser monitor de Cálculo e na 3.ᵃ, foi convidado pelo professor Eduardo Lobo Lustosa Cabral a participar de um projeto de iniciação científica. Após aproximadamente seis meses de projeto, foi selecionado pelo Itaú e ficou nessa empresa por uns 3 meses.  Nessa época, seu foco era inteiramente voltado para o sucesso financeiro, mas,  em pouco tempo de experiência, percebeu que faltava algo. “Eu quero acordar cedo e ir feliz para o trabalho, sabendo que farei o que amo. Ainda não tenho certeza de tudo o que quero, mas já sei especificar o que não quero”, disse.

Nesse período, Juliano passou a pesquisar quais carreiras poderia almejar. Lembrou-se, então, da época em que era monitor e enxergou uma luz no fim do túnel: “Quando monitor, eu era uma espécie de professor particular – e adorava fazê-lo. Então, vi que poderia ser feliz como professor e pesquisador”. A partir disso, começou a ministrar aulas particulares.

Ainda estudando, Juliano teve a ideia de seu TCC: um robô jogador de ping pong. Com o auxílio do professor Vanderlei Cunha Parro, desenvolveu mais um projeto de iniciação científica, sobre como o robô enxergaria a bola. Com isso, desenvolveu também habilidades de pesquisador.

Confira o breve depoimento de Juliano ao BLOG da Mauá, contando sobre seus desafios e conquistas.

“Quando eu estava terminando meu curso de Engenharia, comecei a pensar em fazer um mestrado. Na época, apareceu-me  a possibilidade de fazê-lo no ITA ou na Poli. Entretanto, após assistir a uma palestra na Mauá sobre estudos no exterior, percebi que eu não precisava me restringir ao Brasil para meu mestrado.

A partir daí, comecei a pesquisar sobre as melhores universidades do mundo na minha área e, por isso, criei um ranking para ajudar-me a decidir. Suécia acabou sendo minha primeira opção, tanto pela qualidade de ensino que eu teria no local, quanto pela experiência de vida que isso me proporcionaria (outras opções eram MIT, Stanford, ETH, entre outras). A universidade escolhida foi a Chalmers Institute of Technology e o curso, mestrado em  Systems, Control and Mechatronics.

Uma vez escolhido o local, corri para iniciar o processo de admissão, mas,  como havia muitos documentos a preparar, não dava mais tempo. Resolvi, então, dedicar-me no ano seguinte a todas as provas e testes de aptidão, além das aulas particulares que tanto estimo. Fui  a todas as feiras sobre estudos internacionais e estudos na Suécia que consegui. Entrei em contato com a professora Edilene para auxiliar-me no processo, quem me deu diversas dicas importantes. Esse acúmulo de informações ajudou-me a ordenar minha escolha. De acordo com o ranking International Student Barometer, a Chalmers é a melhor universidade da Europa na minha área, e a 3.ᵃ melhor do mundo.

O maior empecilho era o dinheiro, mas descobri que era possível ganhar uma bolsa de estudos, ou do governo Sueco, ou da própria universidade (pelo governo brasileiro não havia muitas oportunidades para mestrado). O processo era bem concorrido (competição com o mundo inteiro), mas decidi tentar.

Após muita pesquisa, levantei tudo o que era necessário. Os itens mais importantes eram: pelo menos 90/120 no TOEFL (teste de proficiência de inglês); uma boa nota no GRE (teste padronizado de raciocínio lógico, compreensão textual e redação, em inglês); duas cartas de recomendação (feitas por professores da Mauá); uma carta de motivação (elaborada por mim, mas com base nas dicas extremamente importantes dos professores da Mauá). Estudei alguns meses para as provas e obtive resultados excelentes.

O próximo passo foi bem burocrático:  com  os resultados dos testes em mãos, traduzi diversos documentos acadêmicos necessários para comprovar minha elegibilidade ao programa deles, além de alguns documentos que tive de redigir sobre o porquê do meu interesse, cartas de recomendação, currículos etc. Segui o cronograma da aplicação à risca e enviei todos os documentos nas datas pedidas, nos formatos solicitados.

Alguns meses depois, recebi um e-mail da faculdade confirmando minha admissão no programa deles, além da informação de que recebi bolsa de estudos IPOET, que confere uma redução de 75% do valor da mensalidade. Semanas depois, recebi outro e-mail da universidade, dessa vez dizendo que, por causa da minha excelência acadêmica, fui um dos 23 estudantes selecionados para receber uma bolsa que eles tinham acabado de criar, chamada William Chalmers Scholarship, que confere uma redução de 100% do valor da mensalidade, mais custos de vida pagos, mais custos da viagem pagos!”

A universidade onde Juliano estudará terceiriza a estadia para os alunos. Ele ficará num local onde compartilhará a cozinha e a sala com mais 5 estudantes. “Lá na Suécia, os bolsistas passam à frente da fila de moradia, e eu fiquei com o melhor apartamento, a  menos de 15 minutos da universidade  e com uma excelente infraestrutura.”

Juliano pensa em fazer um BLOG sobre sua estadia, pois, além de manter amigos e familiares informados, incentiva e dá dicas a outros alunos que ainda aplicarão essa experiência em suas vidas.

“Numa visão geral, a Mauá foi crucial para eu chegar aonde eu cheguei, tanto na formação acadêmica quanto em networking. Os professores que conheci aqui me deram dicas extremamente importantes. As coisas que sentia que precisavam melhorar na minha época estão evoluindo e em constante processo de melhoria”.

Além da Mauá, sabe quais outras fontes Juliano consultou para participar das palestras sobre estudos no exterior?

1) os rankings que consultou sempre enviam newsletter com dicas sobre palestras que acontecerão no país;

2) o TOEFL (teste inglês) envia os currículos com maiores scores para universidades de seu perfil. Juliano teve a sorte de receber o contato de uma dessas universidades, quando soube de uma feira de estudos no exterior que aconteceria no Brasil;

3) a rede de amigos também ajuda, pois quaisquer informações que recebem sobre o país, enviam diretamente a você.

Juliano está empolgado com essa nova fase, que inicia em agosto de 2015 e durará dois anos. Nós encerramos o texto com um ditado desse nosso aluno que, com certeza, fará muito sucesso na Suécia: “Não aceite o que o mundo lhe dá. Escolha o que você quer do mundo e vá atrás. Use toda a sua determinação, vá e faça tudo com o coração.”

Boa sorte e sucesso, Juliano! \o/

 

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2 comentários para “Ex-aluno da Mauá, Juliano Laganá conquista bolsa integral para cursar Mestrado na Suécia”

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