Esta é mais uma ótima história de uma aluna que resolveu sair da rotina e ampliar suas habilidades profissionais e pessoais. A experiência de estudar no exterior contribui para o crescimento e desenvolvimento de nossos estudantes, que vivem momentos de independência e de muitos estudos que trazem responsabilidades e os desenvolvem como cidadãos capazes de transformar o mundo.

Ana Luíza Stopanovski Becker está com 21 anos e é estudante da 4.ª série de Engenharia Química da Mauá. Desde 2013  prepara-se para viver um sonho: morar e estudar nos Estados Unidos.

Hoje ela está em Houston, Texas, numa jornada de um ano de estudos. O BLOG da Mauá entrevistou a aluna, que contou tudo sobre a adaptação ao novo país e a rotina que leva lá fora. 🙂

University of Houston

BLOG da Mauá: Por que decidiu participar do programa Ciência sem Fronteiras e por qual motivo escolheu os EUA como destino?

Ana Luíza: No início eu estava em dúvida sobre o programa, pois a minha formação seria postergada em um ano. Conversei com muitos professores e com os meus pais: todos disseram que valeria a pena, principalmente porque eu viveria uma experiência única em outro país e aprenderia muito sobre outras culturas. Não foi uma decisão fácil, mas me senti segura ao ver pessoas, que participaram do programa, entusiasmadas com a experiência e apoiando a minha participação. 

Sobre o país, posso dizer que foi a decisão mais difícil que eu já fiz.  Escolhi os Estados Unidos pelas oportunidades em minha área de estudos. Aqui eles têm ótimas universidades de Engenharia Química e são bastantes desenvolvidos nessa área. Estou agora na University of Houston, Houston – Texas. Cheguei na penúltima semana de agosto e vou ficar até agosto de 2015. Aqui o maior foco da indústria são óleo e gás, devido ao crescimento acelerado desses segmentos nos últimos anos.

Residência de Ana Luíza na University of Houston

Agora estou hospedada em um dormitório muito confortável, na universidade.  Tenho uma colega de quarto e a gente se dá super bem (ainda bem, dei sorte). Temos mais ou menos os mesmos gostos e gostamos de decorar o nosso espaço (tapete, quadros, mesinhas, cadeiras… Ela mora aqui em Houston e trouxe bastantes coisas dela), para a gente se sentir em casa.

BLOG da Mauá: Qual foi o processo para participar do programa?

Ana Luíza: O processo é bem longo, mas a Mauá realmente ajudou muito! Principalmente a Prof.ª Edilene, coordenadora do programa, e outros professores, que me esclareceram muitas dúvidas. Acho ótimo que a Mauá possa oferecer essa oportunidade aos alunos, porque é algo realmente fantástico. Não há como explicar; só vivendo para saber como a experiência é sensacional.

O processo começou em outubro/novembro de 2013, quando me inscrevi no site do Ciência sem Fronteiras e fiz a prova do Toefl (na ocasião era exigida uma nota mínima de 79 para vir aos EUA sem aulas de inglês). Eu já possuía a nota exigida do ENEM, pois realizei a prova antes de iniciar os meus estudos universitários. Fui homologada pela Mauá no fim de dezembro de 2013 e logo em seguida tive de fazer minha application no site do IIE (institute of International Education), instituição norte-americana que aloca os alunos nas universidades. Então, em fevereiro de 2014, a CAPES divulgou a lista de aprovados para receber a bolsa (com base na nota do Enem, Toefl e desempenho no curso).

Foi em maio que recebi a minha carta de aceite da University of Houston. Fiquei muito feliz com a notícia. Foi muito bom.

BLOG da Mauá: Como é o seu cotidiano e a adaptação com a nova cultura em que vive? 

University of Houston

Ana Luíza: Semanalmente, tenho 15 horas de aula. Eu passo o dia fazendo lição de casa ou estudando para alguma prova. Sempre há algo a se fazer. Almoço e janto todos os dias no refeitório da universidade. Além disso, tenho as tarefas domésticas, como lavar as roupas, entre outras.

Há tempo para passear? Sim, sempre há. Mas só se estiver com tudo em dia, o que é raro, pois sempre há um trabalho novo para entregar.

Sobre a cultura diferente, não é fácil. Na maior parte do tempo, é tudo muito parecido, mas há momentos em que a gente não sabe o que fazer. Então, sempre digo “desculpa, eu não sou daqui, qual é o jeito certo de fazer isso?”. Com o tempo,  fui- me acostumando e conhecendo pessoas que ajudam muito. Aqui em Houston, se você pergunta onde fica algum lugar, as pessoas não só apontam, mas te levam até lá se estiverem com tempo; são sempre muito atenciosas.

BLOG da Mauá: O aprendizado que obteve na Mauá está ajudando você nessa fase?

Ana Luíza: Ajudando muito! Estou quase me formando, então acabo usando tudo o que aprendi. E a Mauá com certeza deu base para que eu conseguisse acompanhar o curso daqui. No começo, sofri um pouco porque estou estudando em outra língua, mas com o tempo me acostumei. Faz pouco mais de três meses que estou aqui e não sinto mais dificuldade em entender os professores (vale ressaltar que eles são todos estrangeiros e cada um possui um sotaque).

Ana Luíza com outros alunos brasileiros no jogo de futebol americano da universidade

BLOG da Mauá: A metodologia de ensino é muito diferente aí? O que está estudando no momento?

Ana Luíza: Sim, muito diferente. Primeiro, quase não tenho aula, porém tenho muitos homeworks (que são difíceis) e tenho de estudar sempre. Na Mauá também se estuda muito, então já estava acostumada. A diferença é que aqui  tenho de fazer o que eles pedem, ou seja, não posso escolher o que vou estudar e em qual ordem. 

Os americanos são muito competitivos, porque a sua nota também depende da nota da sala. O sistema de notas é diferente aqui, pois algumas vão de 0 a 10, outras até 100, e elas são medidas de A até F (A para o melhor conceito e F para o pior). Mas a sua média final é dada pelo GPA, que varia de 0.0 a 4.0. GPA é a média geral de todas as suas disciplinas e as empresas normalmente contratam GPA > 3.0.

Aqui  estou cursando Operações Unitárias, Design para Engenharia Química, Introdução à Nanotecnologia e Economia aplicada a Processos Químicos.

BLOG da Mauá: O que essa experiência significa para você e o que espera de seu futuro profissional?

Ana Luíza: Significa muito;  estou amando viver tudo isso. Aqui as pessoas se relacionam de um jeito mais profissional e  espero levar isso para a minha vida. Também espero conseguir um estágio no verão, para poder usar tudo o que já aprendi e ter mais essa experiência em minha “bagagem”.

Houston – Texas

BLOG da Mauá: Você indica o programa Ciência sem Fronteiras para os alunos que desejam ter essa experiência?

Ana Luíza: Sem dúvida alguma. O programa é demais. Algumas pessoas pensam que é uma espécie de férias, mas adianto:  não é mesmo!  Passo a semana toda estudando e há muita coisa para se fazer. Mas a gente consegue ter uma vida razoável aqui e aproveitar tudo o que a universidade tem para oferecer.

 

Muito legal, Ana Luíza! A Mauá deseja muito sucesso a você! 😀

Alunos, inspirem-se! Experiências como a da Ana Luíza estão disponíveis pelo programa Ciência sem Fronteiras e vocês podem fazer parte disso. Conheçam as oportunidades de bolsa de estudos e aproveitem! 😉

#talentosdaMaua #orgulhodeserMaua #vaiMaua

Com o programa Ciência sem Fronteiras, jovens universitários têm a oportunidade de ampliarem os seus conhecimentos estudantis e profissionais no exterior, além de desenvolverem o seu lado pessoal  num ambiente novo e desconhecido, tornando-os aptos a enfrentarem os acontecimentos diários com mais responsabilidade e maturidade.

Maria Fernanda Giraldi Vidal está com 22 anos e  na 4.ª série de Engenharia Química da Mauá. Ela decidiu viver uma experiência única e enriquecedora por um ano, na The University of Western Australia (UWA), na cidade de Perth.

O BLOG da Mauá conversou com a estudante que iniciou seus estudos na Austrália no início  do ano e chegou a receber uma carta do reitor de Engenharia, Computação e Matemática da UWA, parabenizando-a pelos “outstanding academic results” ao encerrar o primeiro semestre acadêmico com boas notas.

BLOG da Mauá: Qual foi o processo para participar do programa Ciência sem Fronteiras?

Maria Fernanda: O processo durou cerca de 6 meses, desde a inscrição no programa até a concessão da bolsa. Primeiro, a inscrição ocorreu pelo site do Ciência sem Fronteiras, com a submissão do histórico escolar, comprovante do teste de proficiência em inglês e comprovante de iniciação científica. Nessa etapa, obtive o auxílio dos professores e funcionários da Mauá com assinaturas e documentos oficiais. Segundo, a Mauá, como minha universidade de origem, homologou-me  e houve a pré-seleção pelo CNPq. Alguns documentos adicionais tiveram de ser enviados antes de o resultado final ser divulgado. Em todas as fases obtive enorme apoio e incentivo dos professores para participar do intercâmbio.

BLOG da Mauá: O que mudou em seu cotidiano?

Maria Fernanda: Durante a semana, a minha rotina se resume em ir à universidade, reuniões, eventos acadêmicos e fazer exercícios físicos, uma das grandes mudanças com relação à vida que eu levava. A universidade oferece várias oportunidades com o intuito de desenvolver diversas habilidades dos alunos. Diversos temas acadêmicos e profissionais são abordados em workshops e palestras, como  técnicas para apresentações orais, dicas sobre como escrever o relatório de conclusão de curso e a importância de se fazer networking.

Moro numa residência estudantil, no campus, onde tenho o meu próprio quarto, banheiro e cozinha. Ainda assim, realizo as principais refeições no dining hall,  com os outros estudantes. Quatrocentas pessoas de mais de 30 países moram aqui comigo e isso enriqueceu muito o meu conhecimento sobre diversas culturas ao redor do mundo.

A rotina e o estilo de vida na Austrália são bem diferentes do Brasil, principalmente comparando-se com São Paulo. Apesar de ser uma cidade grande, a cidade de Perth não é caótica e barulhenta. Durante os horários de pico, os carros trafegam sem muita dificuldade e incrivelmente nunca ouvi barulho de buzina por aqui! Além disso, os australianos são muito saudáveis e prezam a qualidade de vida, fato que me influenciou a reconsiderar a alimentação e a frequentar a academia regularmente. É bastante comum ver as pessoas carregando garrafinhas de água com capacidade de 1L ou 1,5L, por exemplo, em vez de 500 mL como ocorre no Brasil. Eles também comem muitas frutas e vegetais ao longo do dia e frequentemente utilizam a bicicleta como meio de transporte.

A Austrália é um país multicultural e bastante influenciado pelos costumes asiáticos. Acostumei-me a ouvir diversos idiomas no dia a dia e a conhecer mais pessoas internacionais do que os próprios australianos. Sempre fui muito bem recebida e não sinto que sofri um choque cultural, pois me adaptei muito fácil à cultura e rotina. Mas quem não se adaptaria num país em que dizer obrigado para o motorista do ônibus é tão normal quanto não ter operadores de caixa em supermercados? A honestidade é tamanha a ponto existir um sistema (que funciona), pelo qual as pessoas pagam as próprias compras.

De todas as experiências pelas quais tenho passado, duas foram bastante notáveis. A primeira é a minha participação no Engineers Without Borders, que me fez olhar com outros olhos os problemas sociais do mundo, como falta de água e de saneamento básico. Aprendi que, muito além de construir coisas, a Engenharia é importante para o desenvolvimento da sociedade. Além dessa experiência, sou voluntária e líder de acampamentos de crianças com deficiências mentais. O comportamento tão peculiar de cada criança com que eu tive contato me fez mudar certas percepções e valorizar ainda mais a vida que eu tenho.

BLOG da Mauá: Sentiu muita diferença da metodologia de ensino?

Maria Fernanda: O cotidiano acadêmico na UWA é bastante diferente daquele da Mauá. Em sala de aula, os conteúdos são lecionados em somente 40 minutos e o número de  pesquisas e trabalhos requeridos é incrivelmente extenso. Apesar disso, as matérias e os livros utilizados são os mesmos, o que foi bastante útil na hora de escolher o que eu iria cursar e avaliar se eu tinha os pré-requisitos ou não.

Todos os conhecimentos obtidos na Mauá foram substancialmente importantes e muitas vezes desejei que tivesse trazido os meus preciosos cadernos de anotações comigo! Estudar numa das melhores universidades da Austrália só confirmou o fato de que a Mauá realmente não deixa nada a desejar em qualidade de ensino.

BLOG da Mauá: Quais os aprendizados que mais marcaram você  e o que espera de seu futuro profissional e pessoal?

Maria Fernanda: Após pouco mais de 8 meses de intercâmbio, já me considero muito diferente da pessoa que eu era quando vim. Acredito que autoconfiança e determinação serão os aprendizados que mais refletirão em meu futuro profissional. Quando cheguei à Austrália, não conhecia ninguém e estava a 13mil km de distância da minha família, amigos e conforto. O meu nível de inglês era bem intermediário e até pedir informação sobre como ir ao banco foi difícil (quem dirá misturar batata com chocolate cremoso no café da manhã por não entender que aquela ‘panqueca’, na verdade, era batata!). Após todo esse tempo, sinto como se tivesse criado uma nova vida, rodeada de amigos e consideravelmente sólida no quesito networking profissional. E tudo isso aconteceu devido aos meus esforços, unicamente. É um pouco difícil explicar o tão famoso crescimento pessoal após realizar um intercâmbio. Sinto que estou mais madura, independente e focada nos meus objetivos.

Com toda a certeza, posso afirmar que está sendo a melhor experiência da minha vida. A oportunidade de estudar Engenharia Química em outra língua e vivenciar outra cultura acadêmica abriu a minha mente. Algumas matérias que  cursei, por exemplo, exigiram trabalhos superextensos, com relatórios de 20 a 30 páginas a serem feitos em curtos períodos de tempo. O maior aprendizado que tirei desses trabalhos foi  a importância de se trabalhar em grupo. Diferentes habilidades das pessoas podem contribuir para que um trabalho seja completo. Além disso, trabalhar em grupo significa dividir as tarefas e poder finalizar o trabalho a tempo. Com isso, percebi quão mais flexível eu me tornei com relação a trabalhos em grupo e a aproveitar as habilidades de cada um. Acredito que essa experiência será bastante favorável ao meu futuro como engenheira.

Quanto ao meu futuro profissional, realmente espero ter a oportunidade de trabalhar com pessoas que me inspiram. Muitos dos meus aprendizados não vieram dos livros, mas de grandes profissionais.

Desde o meu primeiro ano na Mauá, sinto que as portas em minha vida têm-se aberto cada vez mais. Tantas oportunidades oferecidas, como iniciação científica e trabalhar na Mauá Jr., por exemplo, ajudaram-me  a desenvolver habilidades úteis para o meu futuro  que provavelmente não seriam completamente exploradas em sala de aula.Além disso, as tão famosas (e difíceis) provas me ensinaram a ter dedicação e garantiram que a base teórica fosse compreendida. Sei que fiz uma excelente escolha e  quão precioso será o meu diploma!

BLOG da Mauá: Com o fim do semestre letivo, quais são os planos para as férias?

Maria Fernanda:Durante as férias de verão, auxiliarei alguns alunos da pós-graduação com os seus trabalhos de conclusão de curso. A princípio, estarei envolvida com três projetos bastante relacionados com a Engenharia Química e a indústria propriamente dita. Os experimentos serão realizados num centro de pesquisa localizado fora do campus da universidade (Australian Resources Research Center – ARRC) e supervisionados por dois pesquisadores. Acredito que essa oportunidade será bastante proveitosa devido ao contato com equipamentos inovadores e com grandes pesquisadores, além da exploração de conceitos teóricos com o intuito de beneficiar a indústria química.

 

Maria Fernanda retornará ao Brasil em fevereiro de 2015 e está confiante e feliz com a sua decisão. Ela finalizou a entrevista com um depoimento muito especial: “quanto ao meu curso, sou simplesmente apaixonada pela Engenharia Química e tenho certeza de que os excelentes profissionais da Mauá contribuíram para essa satisfação pessoal. Quanto mais eu estudo, mais percebo o quanto ainda há de ser estudado e realmente não me vejo estudando outra coisa.”

Nós ficamos muitos felizes em presenciar histórias como essa e cumprimentamos a aluna Maria Fernanda por essa paixão pela sua profissão e por seu entusiasmo! Muito sucesso e felicidade!

Parabéns aos alunos que, assim como ela, ajudam a transformar o mundo! \o/

#vaiMaua #talentosdaMaua #orgulhodeserMaua #CienciasemFronteiras

11 de nov. – Emerson Fittipaldi na Mauá com membros do EcoMauá

De 24 a 28 de novembro, alunos da equipe EcoMauá participarão da 11.ª etapa da Maratona Universitária da Eficiência Energética, que acontecerá no Kartódromo Ayrton Senna, em São Paulo, por meio de parceria com Emerson Fittipaldi, bicampeão da Fórmula 1, das 500 milhas de Indianópolis e organizador da “Le Mans 6h de São Paulo”  – FIA WEC – etapa Brasil. O evento contará com 77 veículos de 47 Instituições de Ensino Superior do País, no qual alunos pilotarão carros desenvolvidos por eles próprios, movidos a gasolina, etanol e eletricidade.

A competição possui 3 modalidades e vencem os veículos que realizarem um percurso com o menor consumo de combustível, numa velocidade média estipulada pela organização. São elas:

– elétrica: o veículo fará um percurso de 8 voltas, com velocidade média de 15km/h. Um joulemeter é instalado no carro, para monitorar a energia utilizada durante a prova. A Mauá participará da prova com 2 veículos, apelidados de “Carbono 14” e “Patinho Feio”;

– gasolina: o veículo fará um percurso de 12 voltas, com velocidade média de 24km/h. A gasolina é fornecida pela própria competição, em uma garrafa que deve ser conectada ao carro. Esse procedimento padroniza a qualidade e a quantidade de combustível utilizado na prova. A Mauá participará com o carro apelidado de “Pé de Pano”;

– etanol: percurso de 12 voltas, com velocidade média de 24km/h. O álcool será fornecido nos mesmos padrões da gasolina. A Mauá participará com o carro apelidado de “Barão de Mauá”.

A equipe EcoMauá foi campeã em 2013 nas categorias gasolina, etanol e projeto, além de conquistar a 5.ª colocação na categoria elétrica e ter a honra de ver Emerson Fittipaldi pilotando um de seus veículos. Neste ano, conta com o trabalho de aproximadamente 20 alunos, que veem nessa atividade a oportunidade de colocarem em prática tudo o que aprendem em sala de aula.

O BLOG da Mauá entrevistou Fellipe Fortunato, aluno participante dessa atividade de competição acadêmica. Ele acredita que a equipe EcoMauá terá um bom desempenho em 2014. Confira o nosso bate-papo!

BLOG da Mauá: como surgiu a vontade de participar da atividade “EcoMauá”?

Fellipe: A vontade surgiu ao conversar com um colega que já estava na equipe, pois percebi que essa atividade envolve muita prática, fator que ampliaria o meu aprendizado.

BLOG da Mauá: Quais são as novidades dos desafios da Maratona Universitária da Eficiência Energética?

Fellipe: A construção de um carro protótipo que seja mais eficiente e que atenda os critérios de segurança do evento. A Maratona Universitária da Eficiência Energética motiva e contribui para o desenvolvimento de veículos mais econômicos e sustentáveis, assunto que ganha cada vez mais relevância na atualidade.

Nosso veículo movido a gasolina que  foi campeão  em 2013 teve uma performance 405 km/l, e o a etanol, com 233 km/l.”

BLOG da Mauá: Quais são os diferenciais do carro para a Maratona de 2014?

Fellipe: Neste ano, Renan Rizzatti, membro da equipe e formando de Engenharia Mecânica da Mauá, desenvolveu com o seu grupo um TCC sobre chassi tubular em fibra de carbono para um de nossos carros elétricos. Com esse chassi, o veículo apresenta ótimo desempenho devido ao seu peso de 19 kg e a sua rigidez. Nós também implementamos uma injeção eletrônica para gerenciar melhor o consumo de combustível dos veículos movidos a gasolina e etanol, e com isso, melhorar as marcas do ano anterior.

BLOG da Mauá: Como foi a preparação para a 11.ª Maratona Universitária da Eficiência Energética?

Fellipe: Nós nos preparamos desde o término da competição de 2013, pois novas ideias surgiram devido às experiências vividas durante o evento. Desde o começo deste ano, preparamos motores e otimizamos os carros, além de treinarmos as pilotas (sim, mulheres, pois são mais leves e suas técnicas ao volante economizam mais combustível), o que otimiza a performance. Também fizemos modificações nos carros para atender as normas do regulamento de 2014.

Nós estamos ansiosos, pois no ano passado fomos uma equipe bem competitiva. A expectativa é melhorarmos as nossas marcas termos um ótimo desempenho em todas as categorias.

A Mauá torce muito por essa equipe! Boa sorte e parabéns a todos os membros da EcoMauá! 😀

#EcoMauanaMaratonadeEficienciaEnergetica #vaiMaua #talentosdaMaua #orgulhodeserMaua

 

Para mais informações da Maratona Universitária da Eficiência Energética, acesse >> http://www.maratonadaeficiencia.com.br/

Já imaginou viajar para outro país, conhecer diferentes costumes, viver novas experiências e aprender muito? Esse é o objetivo de muitos estudantes, que buscam crescimento pessoal e profissional por meio de intercâmbios.

Talea Skorzinski, estudante alemã formada em Tecnologia do Alimento, iniciou o curso de Mestrado na Universidade Hochschule Neubrandenburg, onde conheceu muitos intercambistas brasileiros e passou a admirar a alegria e o estilo de vida desses estudantes. “Os brasileiros são muito acolhedores e divertidos”, afirma.

A convivência com nossos conterrâneos despertou em Talea a vontade de conhecer o Brasil. Então, com o Programa de Parceria Internacional, encontrou uma ótima oportunidade para realizar o seu desejo. “Eu tinha três opções de faculdades brasileiras, mas escolhi a  Mauá porque é uma ótima instituição. Além disso, estou perto de São Paulo, a ‘grande cidade’ que queria conhecer.

Quando entrei na Mauá pela primeira vez, surpreendi-me  com o tamanho do Campus – parece uma cidade! Sinto, entretanto, que todos são muito próximos, como uma família. Aqui tenho muito contato com novas tecnologias e vivo experiências que não são possíveis na Alemanha”, contou-nos Talea.

Talea mora numa república de meninas a poucos metros do Campus da Mauá de São Caetano do Sul. Ela adora cozinhar e apaixonou-se pelas comidas, principalmente coxinha, brigadeiro e doce de leite. Durante a semana, trabalha no Laboratório de Alimentos da Mauá, estuda e faz academia. Nos fins de semana, procura conhecer novos lugares e gosta muito de ir a museus, cinema, festas, parques, jogos de futebol, entre outros. Também viaja para outras cidades, como Rio de Janeiro, que ela visitou no último fim de semana, e Ubatuba, onde irá passar a virada para o ano novo.

Na Mauá, Talea desenvolve um trabalho de Mestrado sob a orientação da Prof.ª Cynthia Kunigk, intitulado “Bebida de Soja Verde Probiótica”, que busca reproduzir uma bactéria probiótica (benéfica para o corpo humano), a partir da extração de uma proteína. A soja verde já foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso dos alunos da Mauá, apresentado numa edição da EUREKA. Ela é mais facilmente digerida do que a versão madura e possui um sabor mais suave, melhorando as características sensoriais dos alimentos à base do grão. Talea afirmou que na Alemanha não se encontra esse tipo de soja e que aqui tem a oportunidade de aprofundar os seus estudos.

Talea e Maithê

Talea também participa, como aluna especial, das aulas de Mestrado de Microbiologia do Alimento. “ Sinto-me  muito acolhida pelos alunos e professores. Todos sempre me perguntam se preciso de algo e querem me ajudar de todas as formas. Os professores até traduzem as matérias para a minha melhor compreensão. A Mauá é como uma grande família para mim e nunca me sinto sozinha aqui”, afirmou a jovem.

Maithê Lamonica, estagiária do Departamento de Relações Internacionais da Mauá, ajuda a estudante a aprender a língua portuguesa: elas se reúnem de duas a três vezes por semana, para que a aluna pratique o português. Talea, por sua vez, auxilia dois estudantes da Mauá que pretendem fazer intercâmbio na Alemanha, dando dicas e apresentando esses alunos a representantes de sua universidade.

Talea ficará na Mauá até 31 de janeiro de 2015. Depois, pretende viajar mais pelo país e retornar à Alemanha no mês seguinte. Com essa experiência, afirma que será uma profissional mais experiente e completa.

Nós desejamos muito sucesso para você, Talea! A Mauá sempre estará de portas abertas e espera que volte mais vezes! 😀

#talentosdaMaua #vaiMaua #sucessoTalea