Procurando uma oportunidade no mercado de trabalho e, como consequência, pretende entrar em um processo seletivo? Ok, sem pânico! Muitos acabam se apavorando por terem que passar pelos processos que envolvem testes online, dinâmicas de grupo e entrevistas com gestores. Preparando-se bem, não há a necessidade de ter medo!

Antes de tudo é importante que você entenda que um processo seletivo é analisado pelas duas partes, ou seja, a empresa busca um profissional específico para atender as características de uma determinada função e o candidato também busca um emprego de acordo com seus ideais e, ambos, têm o poder de dizer sim ou não e de obter esclarecimento para todas as suas dúvidas a respeito do outro.

Com isso em mente, você também precisa saber que muitas ideias e regras que os candidatos acreditam ser verdade ou mentira em um processo seletivo podem estar erradas!

Por isso, com base na palestra da Cia de Talentos, realizada recentemente na Mauá, vamos contar para você alguns dos mitos e verdades de um processo seletivo e, com isso, você poderá quebrar alguns tabus e estar pronto para a busca por uma vaga.

Em um processo seletivo, geralmente, há 6 etapas: atração, inscrição, teste online, dinâmica, entrevista e resultados.

Atração

Essa é a etapa que depende apenas do candidato, quando ele se depara com várias oportunidades em empresas diversas e precisa escolher em qual participar.

Não adianta inscrever-se em todas! Demonstre interesse apenas pelas empresas que oferecem aquilo que você busca e acredita, pois você pode deparar-se com essas questões depois de aprovado e ficar infeliz por situações que poderia ter previsto. E atente-se para a descrição do cargo e entenda se o seu currículo está de acordo com o que foi requisitado. Não vale mentir e passar por situações indesejadas no futuro.

Antes da inscrição, também pesquise sobre a empresa e a área em que ela atua. A próxima fase pode chegar sem que você tenha tempo para esse breve estudo! Conhecendo seu segmento, as notícias mais recentes sobre a empresa e seus concorrentes você estará mais preparado e poderá seguir adiante com mais confiança.

Inscrição

Na hora de preencher a sua inscrição preste atenção para os dados que colocará no cadastro, principalmente os de contato. Não adianta ter um currículo invejável se o seu email está preenchido errado e a empresa não consegue entrar em contato com você!

Lembre-se de que, normalmente, cada processo seletivo recebe inúmeros currículos, que os avaliadores terão que ler e selecionar, por isso, coloque apenas as informações solicitadas pelo cadastro! Você pode detalhar cada uma das informações, mas não tem necessidade de colocar, por exemplo, um curso que não tem nada a ver com a área pretendida ou conhecimentos que não vão agregar nada à sua capacitação para a vaga.

Muitos candidatos acreditam que o fato de terem participado de empresas júniores, iniciação científica e intercâmbio, dará vantagem perante os outros concorrentes. Sim, é importante participar das mais diversas atividades e experiências durante o curso de graduação, contudo, é bom saber que, atualmente, a maioria dos candidatos possui essa mesma gama de conteúdo curricular. O que vai fazer a diferença mesmo é a sua participação em cada projeto. Se você foi apenas observador e não fez diferença nenhuma para os projetos ou se não absorveu nenhum conhecimento, talvez seja melhor nem colocar no currículo. Na próxima fase, os avaliadores perguntarão sobre essa sua experiência e, se você não tiver o que relatar a respeito, isso poderá ser um fator negativo para a sua candidatura.

Teste online

Alguns processos seletivos possuem uma fase online antes de ir para a presencial. Essa fase pode ser cansativa, mas, acredite, os testes não estão ali de bobeira e muitas vezes funcionam como um primeiro filtro de candidatos ou como critério de desempate.

Faça os testes com seriedade! Todos eles colocam as especificações técnicas para que você consiga fazê-los sem interrupções, como, por exemplo, a velocidade ideal da internet ou navegador adequado para rodar o programa. Assim sendo, prepare-se adequadamente e destine um tempo para isso! Caso algum fator externo atrapalhe o teste, você pode até entrar em contato com a empresa, mas tenha ciência de que dificilmente eles irão deixá-lo fazer novamente, pois já esperam que o candidato se preocupe com os requisitos técnicos do teste.

A etapa online, normalmente, traz provas de língua estrangeira e alguns candidatos que não possuem inglês fluente nem se arriscam. Não faça isso! Muitas vezes, o nível necessário para aquela vaga é básico ou intermediário e você estará dentro do esperado. Sempre faça os testes e deixe que os avaliadores decidam!

Dinâmica de grupo

Você passou pela análise de currículo, pelos testes online e foi chamado para a dinâmica de grupo, a etapa mais amedrontadora de um processo seletivo. A maioria dos candidatos não gosta e não sabe como se portar diante dos avaliadores e dos concorrentes.

Antes de ir para a dinâmica, verifique se a empresa passou uma pré-tarefa e esteja com ela preparada. Não deixe para improvisar de última hora porque você pode ser vítima do seu próprio nervosismo, além de correr o risco de falar algo inadequado.

Quando você pesquisou sobre a empresa, já conseguiu perceber se ela é mais tradicional ou descolada, então você terá uma ideia de como ir vestido. É interessante seguir o seu estilo, mas não é ruim você enviar um e-mail antes perguntando. Não há problema! E muitas vezes, os avaliadores não reparam nisso, somente se for um caso gritante como uma saia curtíssima com salto alto ou um camiseta e calças rasgadas, por exemplo.

Ao chegar ao local da dinâmica – com antecedência, pois atraso é ruim mesmo em São Paulo – tente ficar o mais tranquilo possível. Lembre-se deque as pessoas só vão conhecer o que você mostrar e se ficar muito nervoso, pode se esconder e não mostrar tudo o que você tem para oferecer.

As dinâmicas geralmente começam com a apresentação da empresa e, depois, cada candidato fala um pouco sobre suas experiências. Fale sucintamente, mas não esqueça os pontos mais importantes do seu currículo para obter a atenção dos avaliadores. Contudo, não minta. Não adianta falar que conhece determinada língua e mais para frente se desmentir. Fale a verdade e especifique as melhores experiências.

Após as apresentações, há a solução de um case que tenha a ver com a empresa. É nesse case que você pode mostrar que entende do mercado ou do segmento e sabe como lidar com uma equipe. Também não adianta falar sem freios; ter falta de respeito com o grupo e querer fazer tudo sozinho pode depor contra você!

Essa ideia de que o líder do grupo ou o extrovertido são aceitos automaticamente é errada! Quem fala muito pode falar coisas certas ou não. Tudo depende das ideias apresentadas e de como você as apresenta. Então, não force situações! Se você não é extrovertido, não mude. Há muitas maneiras de participar, mas não deixe de se fazer presente. Você pode ser mais observador e conseguir oferecer soluções nas horas certas!

Quando a dinâmica acabar, agradeça aos avaliadores e esteja tranquilo para perguntar quando a resposta da próxima fase virá, caso já não tenham falado. Você pode usar esse momento também para obter esclarecimento de mais alguma dúvida sobre a empresa ou sobre a vaga.

Entrevista

Se você chegou até essa etapa do processo, pode respirar mais tranquilo. Você possui o perfil da vaga e as pessoas que trabalharão diretamente com você querem conhecê-lo. Vá sem medo de mostrar mais um pouco do que você tem a oferecer. Essa ideia de que o candidato não pode mostrar toda a sua capacidade durante o processo seletivo para deixar para mostrar quando for contratado é errada! Se você não mostrar, como poderá ser aprovado?

A entrevista acontece, muitas vezes, com o chefe da área que está contratando e com algum representante do RH, que tem todas as suas informações. A conversa será para verificar se você realmente conhece e fez tudo o que foi dito até agora e se você é o profissional que estão buscando. Não há perfil certo ou errado, apenas seja você mesmo. Se você fingir ser uma pessoa que não é e for aprovado, vão ver que você não é aquilo que aparentou ser e a situação poderá ser desagradável.

Não tenha receio de levar anotadas algumas coisas importantes da sua experiência de vida ou profissional. O nervosismo é real e pode atrapalhar, então leve um lembrete. Mas é só para lembrar, não vá levar um discurso pronto!

Resultados

Se a empresa não enviar o resultado até a data limite prometida, é de bom tom esperar mais uns dois dias e então, enviar um e-mail perguntando. Espere os prazos, mas não há problema em demonstrar interesse.

Você passou por todo o processo e não foi aprovado. É triste e um pouco frustrante, mas leve para o lado positivo. Você acumulou experiências e no próximo processo seletivo conhecerá mais como funciona. E como não existe o perfil correto, se você gostou de como a empresa funciona, espere abrir outra vaga e tente de novo! Quem sabe você não consegue na próxima vez! Não desanime!

E se você passou no processo seletivo e foi chamado para contratação, comemore! Contudo, tenha em mente que agora você precisa comprovar que é tudo aquilo que mostrou!

 

Fonte:

Chega Mais – Cia de Talentos

WinterChallenge 2013

Mais uma vez a Mauá irá sediar um dos maiores eventos de robótica da América Latina! A 10.ª edição do Winter Challenge irá acontecer de 17 a 20 de julho, no campus de São Caetano do Sul, do Instituto Mauá de Tecnologia.

A Winter Challenge possui várias categorias e podem participar alunos de Ensino Médio, Ensino Técnico e cursos de Graduação!

Dentre as categorias, a competição possui uma novidade: o Desafio Inteligente – Júnior. Nesta categoria, poderão participar somente alunos do Ensino Fundamental e Médio com idade inferior a 18 anos. E o desafio existe mesmo! Cada equipe terá que apresentar um robô totalmente autônomo, com todos os componentes embarcados, não podendo ser controlado externamente por fio, rádio ou qualquer outro dispositivo de comunicação, exceto para ativar ou desativar o robô. A prova terá o objetivo de verificar a capacidade do robô em transportar as bolas da área de carga até os respectivos espaços na área de descarga. Há várias outras especificações que você pode conferir neste link: http://goo.gl/JKPBka

Com essa nova categoria, a Robocare, desenvolvedora de soluções robóticas e organizadora da competição, quer observar os talentos jovens da área, então não perca essa chance, converse com os seus professores do colégio e monte a sua equipe!

Confira as outras modalidades da Winter Challenge:

  • Combate de Robôs – modalidade preferida pelo público, dividida nas categorias Beetleweight, Hobbyweight, Featherweight, Lightweight e Middleweight, com robôs radiocontrolados de até 55 kg. Em rounds de três minutos, os dois robôs disputam quem resiste mais aos ataques numa arena especialmente projetada, com uma dinâmica similar ao popular UFC;
  • Sumô de robôs – há três grupos distintos: robôs radio-controlados de até 3 kg, robôs autônomos de até 3 kg e robôs autônomos montados com Lego® de até 1 kg. Todos devem ser capazes de identificar o oponente e empurrá-lo para fora da arena;
  • Seguidor de Linha – os competidores devem seguir um trajeto identificado no chão de forma autônoma e no menor tempo;
  • Hockeyo time é composto por três robôs autocontrolados. Vence a equipe que conseguir fazer mais gols durante o tempo estabelecido;
  • Trekkingconsiste de um robô autônomo que deve ser capaz de encontrar marcos em um campo aberto totalmente desconhecido no menor tempo possível;
  • Desafio Inteligente – a mais nova categoria da competição, voltada exclusivamente para participantes de até 18 anos, consiste na capacidade e rapidez de um robô autônomo em conseguir levar as bolas da área de carga até as respectivas cores na área de descarga.

Kimauánisso Robotics Team

Além de oferecer o espaço para a realização do evento, a Mauá participa também com a equipe Kimauánisso Robotics Team, campeã em várias competições da área, como a RoboGames (San Mateo/Califórnia) em 2013, a maior competição de robótica do mundo, ganhando medalhas de ouro e prata na categoria Sumô Lego!

A nossa equipe foi formada em 2004, com alunos que cursam Engenharia no Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia. Os integrantes aprendem e colocam em prática conhecimentos de áreas como Mecânica, Eletrônica, Programação, Inteligência Artificial, Processos de Fabricação, Resistência dos Materiais, Design, entre outros.

Se você já é aluno da Mauá e tem interesse em participar, mande e-mail para: robotica@maua.br

 

10.ª edição da Winter Challenge

Data: 17 a 20 de julho

Local: Instituto Mauá de Tecnologia – IMT (Praça Mauá, 1 – São Caetano do Sul)

Mais informações: http://goo.gl/X3G4o7

 

Estudantes bolsistas pelo Ciências sem Fronteiras em Dundee.

Leonardo Fantinati, aluno de Design da Mauá, estava no começo da terceira série do curso quando resolveu participar do programa Ciência sem Fronteiras. No último dia de agosto de 2013 ele embarcou para Dundee, na Escócia, para fazer o seu intercâmbio na University of Dundee, instituição com grande tradição e prestígio no Reino Unido e que foi fundada em 1881.

Enfrentando o frio e uma extensa jornada de trabalhos e artigos acadêmicos, Leonardo mostra-se apaixonado pela área que escolheu e feliz pelas experiências que esse intercâmbio está oferecendo.

Confira a entrevista que fizemos com ele!

1 – Por que você escolheu Design?

Acabei escolhendo a área de Design por permitir uma gama de atuação profissional, tanto em setores da indústria como na área acadêmica, sendo possível a criação, desenvolvimento e melhoria de produtos e serviços, além de permitir o estudo tanto de matérias na área de humanas, quanto matérias tecnológicas, o que é bem interessante.

2 – Quando surgiu a vontade de fazer um intercâmbio? Por que escolheu como destino o Reino Unido?

A escolha do Reino Unido como destino para a realização do intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras deu-se pelos seguintes motivos: primeiramente, o Reino Unido é, por excelência, um dos principais campos de Indústria Criativa no Mundo, contando com inúmeras escolas de renome internacional e geradora de nomes conhecidos como Alec Issigonis (criador do MiniCooper) Vivienne Westwood (influente designer, tendo seu trabalho refletido no movimento Punk da década 1970) e Giles Gilbert Scott (criador das tradicionais e famosas cabines telefônicas vermelhas). Sua rica cultura e legado, bem como a reputação acadêmica foram os motivos que me levaram a escolher o Reino Unido, e Harry Potter, claro, mas vamos deixar isso para outra ocasião! rs

3 – Quando você embarcou, qual foi a sensação de estar indo para uma experiência como um intercâmbio?

A sensação de partir e saber que você realizará uma das maiores e melhores experiências de sua vida é indescritível. Ao mesmo tempo em que você se sente desconfortável por abandonar sua família, amigos e locais de vivência por algo ‘desconhecido’ e inteiramente novo, também é libertador, já que você se encontra por conta própria em uma cultura totalmente diferente e com base em costumes que podem ser completamente novos para você. Em outras palavras, você aprende a se reinventar, aprendendo a ser tolerante aos mais diversos tipos de pessoas e situações que encontrar, tanto academicamente como pessoalmente.

Acomodações universitárias (Belmont flats) e o quarto privativo.

4 – Ao chegar no Reino Unido, qual foi a sua primeira impressão? Aí é muito diferente do Brasil?

Minha primeira reação foi em relação ao sotaque escocês da população, o famoso scottish accent; fora isso, a cidade de Edimburgo e a paisagem escocesa em geral são estonteantes. A população escocesa tem muito orgulho e preserva sua tradição. Uma das diferenças que sentimos ao chegar aqui é em relação ao clima, sempre ameno e muitas vezes com neblina. Temperaturas abaixo de 10ºC são comuns e, ocasionalmente, há chuvas passageiras e ventos fortes. Cidades como Edimburgo possuem inúmeros sacos de areia espalhados pela cidade para evitar que placas de transito, árvores pequenas e até mesmo itens fixados no chão sejam arrastados pelo vento.

Em relação à gastronomia, percebo que os escoceses tem grande predileção por comidas fortes e até mesmo gordurosas (não os culpo, devido ao clima), o que pode te deixar desconfortável quando não acostumado a esse tipo de comida.

Não há do que reclamar sobre a infraestrutura, pois o transporte público é pontual, polícia prestativa e serviço de saúde extremamente humanizado e atencioso. A forma como você é atendido nesses locais é um espetáculo em termos de eficiência e respeito.

5 – Durante o período em que está no Reino Unido, você está hospedado onde?

Estou hospedado em acomodação da própria universidade. Os estudantes moram em flats universitários com quartos e banheiros individuais e cozinha comunitária. Moro atualmente com dois estudantes de medicina brasileiros, um do Espírito Santo e outra proveniente de Santo André (mundo pequeno, não?), além de um búlgaro e duas estudantes do Chipre.

 6 – Como é o seu dia a dia como universitário do Reino Unido?

A vida no Reino Unido é bem flexível em termos de horas de estudos e aulas a serem cursadas. A vida em um campus universitário precisa ser bem dosada em relação à vida acadêmica e pessoal, já que festas e comemorações ocorrem a toda hora. Fora isso, a participação em associações e clubes de esportes são comuns, uma forma de socializarmos e conhecermos diferentes pessoas. Nossa biblioteca é aberta normalmente até às 2h30 da manhã. Com a chegada do Easter Break (1.º a 21 de abril), ela passa a funcionar 24 horas por dia, atendendo à demanda de alunos que se preparam para os testes e avaliações finais.

7 – Como é a universidade em que estuda? O ensino em Design é diferente com relação ao da Mauá?

É importante ter em mente que a vida universitária no Reino Unido é completamente diferente da universitária no Brasil, uma vez que os professores e tutores daqui esperam que o aluno tenha a capacidade de montar e administrar suas atividades acadêmicas. O aluno é inteiramente responsável pelas aulas que assiste e pelo conteúdo que aprende, montando sua própria grade curricular. O estudante, além de montar sua própria grade com horários, precisa atender a uma série de aulas, seminários, workshops e tutoriais em grupo que o módulo pode demandar, além de apresentação de conteúdo avaliativo.

Aulas não ocorrem todos os dias da semana, apenas em dias pré-estabelecidos e por poucas horas, para alinhamento de pensamentos e discussão do andamento de seu projeto com o tutor responsável. Ademais, todo o projeto deve ser desenvolvido e pesquisado por conta própria em oficinas e ateliês da instituição fora do horário dessas aulas.

O sistema avaliativo considera apenas o desenvolvimento de seu projeto levando-se em conta se você aplicou ou deixou de aplicar o conteúdo ensinado. Somos estimulados a trabalhar em oficinas e ateliês ao em vez de assistir aulas teóricas. Aqui, a função tem mais importância do que a forma.

Contudo, os alunos muitas vezes carecem de conteúdo teórico, como conhecimentos em Modelagem 3D e softwares gráficos, como Photoshop e Illustrator.

 8 – Em relação a sua área de Design, quais são os conhecimentos adquiridos até agora durante o intercâmbio? Quais são as disciplinas que está cursando?

O maior conhecimento adquirido em Design até o momento é o trabalho e o manuseio com diversos tipos de materiais e métodos construtivos, tanto em oficinas como em ateliês, testando possiblidades, formas e estética, criando um conjunto harmonioso resultado tanto de técnica como de horas de estudos e tentativas muitas vezes frustradas.

O ensino de Design é voltado ao estudo do usuário, não apenas como um consumidor em potencial de seu produto, mas sim como um ser humano com gostos, desejos e particularidades, considerando-se a realização de pesquisas etnográficas especificas, podendo-se obter insights maravilhosos em projetos.

Por semestre, todo o estudo acadêmico é direcionado em dois módulos principais. O curso de Design de Produto encontra-se na categoria BSc (Bachelor of Science), dotando o aluno de conhecimentos técnicos específicos como programação e eletrônica. Durante o primeiro semestre da terceira série, tive como módulos ‘Interaction Design, Physical Digital Products” e ‘Textile Futures’. E para o segundo semestre, os módulos ‘Design Products’ e ‘Communication Futures’ foram oferecidos aos alunos.

Duncan of Jordanstone College of Arts and Design (DJCAD).

9 – Do que mais você sente falta do Brasil? E quando voltar, do que mais você acha que vai sentir falta do Reino Unido?

Sinceramente, sinto muita falta da correria e estilo de vida que temos em grandes metrópoles como São Paulo. Aqui em Dundee, mesmo sendo umas das maiores cidades do país, o estilo de vida é calmo, a maioria do comércio fecha por voltas das seis da tarde. Costumamos brincar que a cidade é um eterno dia de domingo, parado. A saudade da família e até mesmo de amigos é imensa, pois por mais que conheçamos e saímos com outras pessoas, as vezes seria bom a presença de alguém mais da família, por assim dizer.

 10 – De forma geral, a experiência que você está tendo vale a pena? Como você acha que essa experiência pode influenciar na sua futura carreira profissional?

Sem dúvida alguma está sendo uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida; o simples fato de sair da zona de conforto e se reinventar dando o melhor de si em todas as situações, bem como conhecer pessoas e locais incríveis é maravilhoso.

É cansativo? Sim, a vida acadêmica requer muito de você, sendo desgastante. Já perdi muitos fins de semana realizando trabalhos e escrevendo artigos. Em compensação, momentos de lazer são extremamente incríveis e valiosos, já que viagens podem ser realizadas a cidades próximas e a locomoção no Reino Unido é extremamente prática e barata.

As experiências vivenciadas influenciarão na carreira profissional principalmente no quesito organização pessoal, networking de pessoas e como trabalhar com diversos setores da economia criativa e pessoas das mais diferentes partes do mundo, caso este que ocorre em grandes organizações multinacionais, sendo válida a experiência.

11 – Você indica o Ciência sem Fronteiras para os outros alunos da Mauá?

Indico o Ciência sem Fronteiras para todo aluno que queira expandir seus conhecimentos e horizontes, estando apto a um desafio tanto intelectual como emocional. Viver no exterior não é fácil, é preciso dar o máximo de si e se sobressair no que faz. Não espere que ninguém faça nada por você, é preciso agir e mostrar resultados.

A Mauá oferece agora mais uma atividade extracurricular para os alunos de graduação do Centro Universitário. Assim como nas outras atividades, os integrantes da equipe terão a oportunidade de participar da elaboração de projetos e adquirir habilidades e conhecimentos diferentes dos oferecidos em sala de aula.

O que é a Enactus?

A Enactus é uma organização internacional, sem fins lucrativos, com o intuito de incentivar estudantes e líderes de empresas comprometidos com ações empreendedoras para transformar vidas e contribuir para tornar o mundo mais sustentável.

Está presente em 36 países, por meio de 1.600 instituições de ensino, com 66.500 estudantes envolvidos em mais de 7.400.000 horas de trabalho voluntário.

Os objetivos de uma equipe Enactus aparecem no próprio nome:

Entrepreneurial (empreendedora) – ter a perspectiva de identificar uma oportunidade e o talento para criar valores a partir dessa oportunidade;

Action (ação) – vontade de fazer e o compromisso de projetar, mesmo quando os resultados não são garantidos;

Us (nós) – um grupo de pessoas que se veem conectadas de uma forma importante.

Os integrantes são orientados por professores conselheiros e especialistas em negócios, formando um time em suas universidades para implementar projetos comunitários que buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas ao redor. A intenção é capacitar as pessoas envolvidas até o momento em que elas sejam autossustentáveis, não dependendo mais das ações da Enactus.

Para incentivar esses projetos, a organização possui campeonatos regionais e nacionais para que as equipes apresentem os resultados de seus projetos, nos quais são avaliadas como líderes de negócios. Os campeões nacionais da Enactus Brasil participam da Enactus World Cup, competindo com equipes de vários países.

Enactus Mauá

Um grupo de dez alunos da Mauá resolveu unir forças e organizar a equipe Enactus Mauá, como uma oportunidade de tentar mudar pequenas realidades na sociedade, contando com a colaboração da Instituição.

Dessa forma, além de proporcionar mudanças na vida de outras pessoas, eles sabem que sairão da zona de conforto e enfrentarão situações completamente diferentes, crescendo como pessoas e profissionais.

Já há alguns projetos em andamento, mas a equipe está em fase de estruturação. Por isso, se você se interessou pelo objetivo da equipe, essa é a hora para participar. Todos os alunos da Mauá são bem-vindos!

As experiências de criar e lidar com projetos comunitários ajudam os alunos a desenvolverem talentos e perspectivas necessários para se tornarem líderes no mercado de trabalho e na vida.

Conheça a Enactus Brasil

http://enactus.org/country/brazil/

Entre em contato com a Enactus Mauá

https://www.facebook.com/enactusmaua