Mais do que descansar, as férias servem para avaliar as ações que tivemos durante o ano, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Assim, entendemos nossos erros e procuramos sempre melhorar para o ano seguinte.

Uma das maneiras de encontrar formas de melhorar é ver exemplos de pessoas que passaram por diversas situações de dificuldades e conseguiram alcançar o sucesso.
Para ajuda-lo, selecionamos cinco filmes para inspirar as mudanças para o próximo ano.

Fábrica de loucuras (1986)

Fábrica de loucuras (1986)

Sinopse – Quando uma fábrica de automóveis localizada em uma pequena cidade dos EUA é fechada, um pânico generalizado toma conta do lugar, pois a maioria dos habitantes trabalha na fábrica. Até que o ex-funcionário Hunt Stevenson (Michael Keaton), vai até Tóquio e consegue convencer os japoneses a assumirem a fábrica. Eles aceitam a proposta e tentam implantar os métodos de trabalho oriental nos funcionários. Como as culturas ocidental e oriental são bem diferentes, há um choque cultural inevitável.

O que tem a ver comigo? – Esse filme mostra uma parte da história de John Y. Shook, responsável pela integração entre a Toyota e a GM em uma fábrica norte-americana, denominada NUMMI (New United Motor Manufacturing Inc), na cidade de Fremont, Califórnia. John Shook foi o primeiro americano a ser gerente na Toyota do Japão e um dos responsáveis pela introdução, nos EUA, do Sistema Toyota de Produção. “Fábrica de Loucuras” mostra princípios da Administração como: decisão, iniciativa, talento profissional, objetivos, cultura organizacional, liderança e trabalho em equipe.

O Homem que mudou o jogo (2011)

O Homem que mudou o jogo (2011)

Sinopse – Billy Beane (Brad Pitt) é o gerente do time de baseball Oakland Athetics. Com pouco dinheiro em caixa e a ajuda de Peter Brand (Jonah Hill), ele desenvolveu um sofisticado programa de estatísticas para o clube, que fez com que ficasse entre as principais equipes do esporte nos anos 80.

O que tem a ver comigo? – Apesar de ser sobre baseball, esporte que não tem muita proximidade com o Brasil, esse longa apresenta conceitos de motivação para enfrentar obstáculos na sua carreira, como adaptação, quebra de paradigmas, persistência e saber lidar com o imprevisível.

Sociedade dos poetas mortos (2011)

Sociedade dos poetas mortos (2011)

Sinopse – Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola secundária, um ex-aluno (Robin Williams) torna-se o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a “Sociedade dos Poetas Mortos”.

O que tem a ver comigo? – Durante todo o filme, o Professor John Keating faz com que seus alunos saiam da situação cômoda em que se encontram e os incentiva a reavaliarem suas vidas, seus sonhos, ambições e o que eles pretendem fazer para serem lembrados pela história. Apresenta a filosofia do “Carpe Diem”, ou seja, aproveitar a vida, o momento e fazer valer a pena. Essa “sacudida” faz com que eles saiam da zona de conforto e assumam o próprio caminho.

À Procura da felicidade (2006)

À Procura da felicidade (2006)

Sinopse – Chris Gardner (Will Smith) é pai de família e enfrenta sérios problemas financeiros com o investimento fracassado em vendas de scanners. Quando conhece um executivo que trabalha na bolsa de valores, decide investir na carreira. Por meio de um estágio não-remunerado que ele consegue iniciar em sua nova profissão e, diante da falta de dinheiro, sua esposa sai de casa e deixa Chris cuidando sozinho do filho do casal. A dupla passa dificuldade, dormindo na rua e em abrigos, mas no final, tudo vale a pena.

O que tem a ver comigo? – Esse filme é um clássico motivacional e não podia ficar fora dessa lista. Acompanhando todas as dificuldades do personagem principal, você percebe que a força para continuar e persistir em um sonho depende somente de si, usando a inteligência, o bom humor, a humildade e a capacidade de lidar com as pessoas.

Patch Adams – O amor é contagioso (1998)

Patch Adams – O amor é contagioso (1998)

Sinopse – Em 1969, após tentar suicidar-se, Hunter Adams (Robin Williams) voluntariamente se interna em um sanatório. Nesse lugar, descobre que deseja ser médico, para poder ajudar as pessoas. Quando sai, entra na faculdade de medicina e seus métodos poucos convencionais causam inicialmente espanto, mas aos poucos vai conquistando todos, com exceção do reitor, que quer arrumar um motivo para expulsá-lo, mesmo ele sendo o primeiro

O que tem a ver comigo? – Por meio da história de superação e de humanidade do personagem principal, é possível entender a importância das pessoas que estão ao nosso redor para alcançar a nossa meta de vida. Manter o bem-estar dos colegas e dos colaboradores é necessário para o ambiente de trabalho se manter agradável e assim, todos lucrarem juntos.

 

Se você tiver mais alguma dica de filme, manda pra gente pelos comentários! 😉

Fontes: AdoroCinema, Omelete, Recanto das Letras.

Há 15 anos surgia nos Estados Unidos a primeira impressora 3D, atendendo a necessidade das indústrias aeroespacial e militar norte-americana de produzir protótipos de maneira rápida. Desse início, com o valor de 300 mil dólares, até o boom que vemos hoje em torno das impressoras mais acessíveis ao público em geral, inclusive nacionais, a evolução chegou muito rapidamente.

Hoje, qualquer pessoa, por 900 dólares consegue importar e ter em casa, para uso próprio, uma impressora 3D – as nacionais estão em torno de 6 mil reais.

As impressoras 3D revolucionaram o mundo da tecnologia ao transformar um projeto criado pelo computador em objeto físico, sem a necessidade de molde. Isso acontece com o aquecimento de fios polimétricos que, derretidos, são depositados em camadas por meio de um bico parecido com uma agulha, produzindo um objeto pronto, em 3D, com todos os detalhes estabelecidos no projeto.

Desde que as impressoras 3D começaram a ser fabricadas no Brasil, a Mauá já estava certa de que iria adquirir um exemplar e, em agosto deste ano, o Laboratório de Modelos e Protótipos do curso de Design recebeu uma impressora nacional, fabricada no Rio Grande do Sul, pela empresa Cliever. Ela funciona por deposição de material fundido, trabalhando com os polímeros ABS (acrilonitrila butadieno estireno) e PLA (poliéster de ácido poli-láctico). Para a criação de modelos, a impressora usa software livre compatível com diversos programas de modelagem 3D, como AutoCAD e SketchUp.

Durante este ano, vários testes foram feitos para a linha de pesquisa em exo-esqueleto, apresentado no Simpósio de Pesquisa do Grande ABC, e para os trabalhos de conclusão de curso de formandos do Design. A partir de 2014, ela estará disponível para os alunos da Mauá confeccionarem peças de trabalhos e desenvolvimento de pesquisas.

Até agora, percebe-se que as possibilidades para uso de uma impressora 3D são inesgotáveis. Inúmeras pesquisas estão sendo desenvolvidas pelo mundo afora e já encontraram maneiras de produzir: maquetes, protótipos, implantes, peças de carro, comida (utilizando ingredientes no lugar dos polímeros), ossos, remédios, roupas, pedaços de pele, vacinas e até casas já foram montadas com partes produzidas em uma impressora.

Se você é aluno da Mauá também poderá desenvolver a criatividade e pensar em novos projetos para a impressora 3D, adquirindo experiência nessa nova tecnologia.

Confira algumas peças produzidas aqui na Mauá como teste:

O termo “startup”, usado anteriormente com o significado de colocar uma empresa em operação, nos últimos anos passou a significar também “a união de um grupo de empreendedores à procura de um modelo de negócio que permita resultados econômicos, e que se encontra num cenário de incerteza”, segundo o Professor David Penof, da Mauá.

Há quem aceite o termo para qualquer pequena empresa em sua fase inicial, como há quem acredite que startup é somente aquela empresa que começa com custos muito baixos e que gera lucro muito rapidamente.

Contudo, a ideia mais disseminada pelo mercado é a de que uma startup é formada por um grupo de empresários que busca um modelo de negócio diferente do que as grandes empresas oferecem, com custos baixos e trabalhando em clima de incerteza.

E por qual motivo uma startup é tão aceita e incentivada atualmente? Por ser empresa nova e com ar de amadorismo, seus preços são mais baixos que os da concorrência já consolidada e, em contrapartida, o seu esforço para entregar um bom trabalho é muito maior. O Professor Penof explica que “as empresas novas são aquelas que propiciam geração de emprego e renda no mundo moderno. As grandes corporações estão, cada vez mais, diminuindo de tamanho e repassando suas atividades para negócios menores de custo muito inferior. A competitividade está diretamente ligada ao tamanho, velocidade, flexibilidade e custos das empresas. As startups têm custos muito atraentes, pois geralmente são pequenas e realizando um grande esforço de permanência no mercado”.

Apesar da grande quantidade de startups surgindo no mercado, muitas trazem propostas diferentes e atendem a um nicho do mercado, atingindo sucesso financeiro e se tornando grandes empresas.

Dessa forma, o mercado de investimentos e os famosos “investidores-anjo” estão atentos a novas oportunidades para apostar em uma pequena empresa e lucrar junto. Por isso, o atual momento é o melhor para tirar sua ideia da cabeça e colocar em prática.

Antes de abrir uma empresa de fato, é importante começar elaborando um plano de negócios. “Você precisa pensar no negócio, avaliar o mercado e decidir de que forma irá operar e essas informações estão todas num plano de negócios”, afirma o Professor Penof.

Com os seus objetivos definidos é hora de buscar investimento e abrir as portas. Não que você precise ter um local físico, pois muitas startups iniciam suas atividades na internet devido ao baixo custo de investimento.

Para quem já está estudando, abrir uma startup é uma ótima experiência para testar teorias e adquirir conhecimento. Ainda de acordo com o Professor Penof, “por pensar como empresário, a pessoa amadurece e começa a ver a carreira profissional de forma diferenciada. Muitos acham que abrir uma empresa é simples e não requer prática, tampouco habilidade, o que é um grande equívoco e acaba por encerrar muitas portas antes mesmo da percepção de sucesso da pequena empresa. Quando pensamos na inserção de uma empresa no mercado, começamos a ver as dificuldades e os diversos cenários do ambiente externo à academia”. Sem contar que ao superar as dificuldades, criamos confiança no tato como empreendedor, gerando maiores chances de sucesso no seu futuro profissional.

Embora seja fácil de encontrar o caminho certo para abrir sua própria empresa, é importante ter muita cautela em relação às ações que sua startup irá tomar frente aos desafios. É necessário observar a necessidade do mercado e não agir por impulso, ter capital para manutenção do negócio, não somente no período de abertura, ser inovador e ter ciência de que, muitas vezes, demora um tempo para a empresa engrenar de verdade.

A Mauá tem como objetivo incentivar o espírito empreendedor, por isso, todos os cursos possuem disciplinas que ensinam a montar um plano de negócios direcionado para os cursos oferecidos.

Encontrar novas realidades e enfrentar novos desafios fazem com que o aluno se desenvolva pessoalmente e profissionalmente. O Programa Ciência sem Fronteiras possui várias oportunidades para que o aluno da Mauá tenha essa experiência.

Fique atento aos editais do Programa e escolha um intercâmbio que ofereça a você uma oportunidade de se aperfeiçoar ainda mais, além de todo o suporte que a Mauá disponibiliza.

Para se inspirar, conversamos com o estudante de Engenharia de Produção da Mauá, Lucas Nobeschi, que está na Alemanha pelo Ciência sem Fronteiras, desde março deste ano, no curso de International Production Engineering, na Friedrich-Alexander-Universität Erlangen-Nürnberg (FAU).

Blog da Mauá – Como está sendo a sua experiência em relação à hospedagem, ao ensino e à nova cultura?

Lucas Nobeschi – A cultura em si, para mim, não foi novidade, pois já havia feito intercambio na Alemanha em 2008, quando frequentei um colégio alemão durante um ano (equivalente ao meu segundo ano do colegial no Brasil), portanto a língua e a cultura eram dois aspectos com os quais eu já estava bem acostumado. A cidade em que eu fiz intercâmbio também fica próxima à cidade da minha universidade aqui, por isso tive facilidade em relação à minha moradia, como móveis e praticamente tudo que se precisa para uma casa, pela minha “família alemã” que havia me hospedado em 2008 e com a qual, desde então, mantive um relacionamento muito próximo. A Universidade foi a maior novidade para mim, é um ambiente bem diferente, assim como no Brasil também. A grande diferença aqui foi em relação ao tratamento com o aluno, que é muito impessoal. A maioria das minhas aulas é dada em grandes auditórios, com professores/palestrantes, que apenas discorrem sobre a matéria, e assim realmente aprender e entender a matéria é de responsabilidade 100% do aluno. Os professores não reconhecem os próprios alunos, pelo fato também da universidade ser muito grande. O aluno é responsável, inclusive, por fazer o pedido para realizar as provas da matéria que esta cursando, o que faz com que os alunos se tornem muito independentes e tendo todo o controle dos cursos que fazem, inclusive da ordem em que os fazem. Os laboratórios e toda a estrutura tecnológica, desde as salas de aula até auditórios e bibliotecas, são de impressionar. A Mauá não deixa a desejar nesse quesito. Aqui nunca encontrei uma sala sem toda a aparelhagem eletrônica imaginável e o mesmo acontece com os laboratórios, mas tenho que lembrar que essa universidade alemã é extremamente grande e oferece todos os tipos de curso, tanto de humanas quanto de exatas, além de ter sido fundada em 1743, o que garante a ela já uma grande experiência e prestigio.

Blog da Mauá – Quais foram as suas dificuldades?

Lucas Nobeschi – Minha maior dificuldade aqui é entrar em contato direto com os professores quando tenho algum problema. Todos os professores possuem assistentes que os acompanham em todas as aulas, então muitas vezes os alunos têm acesso aos assistentes e não diretamente aos professores. Apesar disso, ao final da aula, o professor nunca se nega a responder uma pergunta sobre a matéria, mas dúvidas sobre o curso dificilmente são respondidas por ele. Outra dificuldade aqui são os sistemas virtuais da faculdade que são muitos e distintos, sendo, no mínimo, cinco portais para que o aluno administre seus cursos e aulas, o que dificulta muito, pois sempre temos que olhar todos eles para saber se tudo está indo bem. Por exemplo, existe um portal para os cursos de línguas estrangeiras, um com os cursos que estamos cursando, outro em que são disponibilizadas as notas dos cursos e por ai vai.

Blog da Mauá – Qual é a diferença entre o estudo no Brasil e na Alemanha?

Lucas Nobeschi – Na Alemanha o conteúdo passado para o aluno é muito menor do que no Brasil. A matéria é praticamente passada para os alunos e só há uma prova por semestre de cada matéria, muitos alunos apenas decoram o conteúdo e passam. Na Mauá exige-se muito mais do aluno, os que não estudam realmente não passam e a técnica de decorar não funciona, o que garante aos alunos, ao fim do curso, um conhecimento maior. O clima de competição entre os alunos, na Alemanha, é muito maior. Ninguém se ajuda, pois já enxerga o futuro competidor no mercado de trabalho. A meu ver, isso prejudica muito o desenvolvimento do que esta sendo ensinado como um todo. Já no Brasil, os alunos estão sempre se ajudando e costumam fazer grupos de estudo juntos o que eu acho muito importante, porque incentiva o trabalho em grupo, coisa que por aqui não existe. Por outro lado, na Alemanha, principalmente nas áreas de exatas, vejo muitas possibilidades, tanto para pesquisa quanto para o desenvolvimento da carreira.

Blog da Mauá – Quais aprendizados você adquiriu e vai levar para sua vida?

Lucas Nobeschi – Com certeza levarei para o Brasil novos conhecimentos, pois na Mauá acabei de concluir o ciclo básico, portanto não havia tido contado com matérias muito específicas, coisa que aqui eu tive muito. O fato de poder comparar como as coisas funcionam aqui e no Brasil, me ajuda a encontrar melhorias para diversas situações. E ainda muito mais importante, será a riqueza e bagagem cultural e de conhecimento que levarei não somente para a área acadêmica e para o mercado, após me formar, mas também para a vida toda em todos os seus aspectos.

Blog da Mauá – Você incentivaria outros alunos a procurarem programas de intercâmbio? Por quê?

Lucas Nobeschi – Eu incentivo todos os alunos a realizarem, no mínimo, um semestre no exterior. Na Europa, isso é muito comum e em praticamente todos os cursos é obrigatório para a formação do aluno. Vejo essa experiência, não a minha em particular, mas o fato de se fazer um semestre em outro país, como formação de profissionais capazes de entender muito melhor o mundo em que vivem e com isso, encontrarem melhores soluções para qualquer tipo de problema.

Blog da Mauá – Como essa experiência vai ajudá-lo ser o profissional que você pretende ser?

Lucas Nobeschi – Com essa experiência, a decisão do profissional que eu quero ser no futuro, se tornou muito clara. Tornei-me uma pessoa muito mais tolerante e realista, consigo analisar o que precisa ser feito com clareza e agir diretamente na solução do problema. Também percebi que o aprendizado é infinito e não existem limites quando se tem determinação e esforço. O fato de eu estar aqui hoje, através do meu esforço e de minha capacidade, me deixa extremamente feliz e orgulhoso, tanto da minha família, meus amigos e de tudo que me trouxe até aqui, meu colégio e a Mauá também. O mais importante é que tudo isso evidencia minha capacidade e isso faz com que eu queira conquistar sempre mais e mais. E essa ambição positiva, que se baseia na teoria do esforço e da recompensa, levarei comigo para o mercado de trabalho.