O Programa Ciência sem Fronteiras, além de oferecer ao aluno um intercâmbio educacional, também o expõe a diversas situações e experiências que irão contribuir para a formação profissional do estudante.

Conversamos com a aluna de Engenharia de Produção do Instituto Mauá de Tecnologia, Fernanda Cerqueira, que está em intercâmbio nos Estados Unidos há mais de 11 meses.

Olha só a experiência que ela está adquirindo:

Blog da Mauá – Como está sendo a sua experiência em relação à hospedagem, ao ensino e à nova cultura?

Fernanda Cerqueira – É uma experiência completamente diferente. Enquanto no Brasil a universidade é um lugar para o qual você vai apenas para ter aulas, nos EUA sua vida gira em torno da faculdade. Tudo começa pelos dormitórios, onde você mora com outros estudantes. Poderia ser comparado a um eterno acampamento de férias. No começo foi difícil porque tive que dividir o quarto com uma menina que tinha acabado de conhecer e não tinha banheiro no meu quarto, o que significa que tinha que dividir um banheiro comunitário com outras 30 garotas que moram no mesmo corredor. Foi estranho, mas logo eu acostumei com a rotina de viver em comunidade e foi legal para conhecer gente nova. Eu sempre encontro com alguém no corredor ou no refeitório e tenho chance de conhecer melhor as pessoas. Para mim está sendo uma experiência incrível, muito bacana como os estudantes deixam a suas casas e são imersos completamente nesse novo mundo. Muitos deles vão sozinhos e sem conhecer ninguém, mas as amizades crescem muito rapidamente pelo fato de você morar com os seus amigos. É muito mais intenso do que apenas vê-los durante as aulas. Fiz amigos de verdade, a maioria deles americanos. Tive a oportunidade de conhecer bem de perto essa cultura. Agora mesmo estou em Dallas (Texas) na casa de uma das minhas melhores amigas americanas, que me chamou para passar o feriado de Thanksgiving com a família dela. É interessantíssimo, pois estou conhecendo uma cultura diferente.

Blog da Mauá – Quais foram as suas dificuldades?

Fernanda Cerqueira – No começo foi entender que a cultura aqui é diferente. As pessoas são criadas de uma forma diferente do Brasil, acho que os brasileiros são um pouco mais abertos do que pessoas de outros países. No começo, demorou pra entender que eu estava em outro país, os costumes são diferentes. A comida também é algo a se acostumar. Mesmo tendo diversas opções no refeitório, nada é como a comida brasileira. A língua também pode ser outra dificuldade, o meu conselho é tentar se aproximar ao máximo de americanos para desenvolver o Inglês. Muitas vezes pessoas do mesmo país ficam juntas por ser mais confortável, mas a experiência é muito melhor quando você se joga completamente nesse novo mundo.

Blog da Mauá – Qual é a diferença entre o estudo no Brasil e nos Estados Unidos?

Fernanda Cerqueira – Nos Estados Unidos você passa muito menos tempo numa sala de aula e muito mais tempo fazendo trabalhos e tarefas fora da sala de aula. No começo me sentia no Ensino Médio de novo, tendo lição de casa para o dia seguinte, mas depois você acostuma. São dois métodos diferentes, é legal experimentar os dois. No Brasil eu tinha que ter muito mais disciplina, mesmo que eu não fizesse exercício em casa, eu teria que saber para fazer as provas, já nos EUA sou obrigada a estar sempre treinando em casa porque as lições de casa contam para a minha nota final. Aqui são dadas mais oportunidades de conseguir crédito extra, por meio da participação em aulas e fazendo as lições de casa.

Blog da Mauá – Quais aprendizados você adquiriu e vai levar para  sua vida?

Fernanda Cerqueira – Aprendi a ser mais independente, ter que viver em uma cidade na qual eu não conhecia alguém, fez com que eu saísse da minha zona de conforto para conseguir as coisas que eu precisava e para fazer novas amizades.

Blog da Mauá – Você incentivaria outros alunos a procurarem programas de intercâmbio? Porquê?

Fernanda Cerqueira – Com certeza. Não tem nada melhor para você aprender a ser mais independente e entender que o mundo é muito maior e diferente do que aquele onde você esta acostumado a viver.

Blog da Mauá – Como essa experiência vai ajuda-la ser a profissional que você pretende ser?

Fernanda Cerqueira – O maior aprendizado foi lidar melhor com as pessoas. Eu nunca vivi em um lugar com tantas pessoas diferentes de mim como vivo aqui. Moro junto com 30 meninas com idades que variam de 18 a 22 anos.  Foi preciso aprender a viver em comunidade, dividir quarto, banheiro, perder um pouco da privacidade. Aprender a respeitar as pessoas e trabalhar bem em grupo é extremamente essencial no âmbito profissional e é o maior aprendizado que levo dessa experiência.

A cada ano que passa o mercado de trabalho fica mais e mais exigente com relação à formação dos profissionais especializados. Obter um diploma de graduação em uma universidade conceituada é só o primeiro passo que você vai dar na sua carreira para acompanhar esse ritmo.

Não há um momento certo para começar a pensar em uma Pós-Graduação, você sempre aproveitará o curso através da troca de experiências e cases discutidos em sala de aula.

Há muitas opções e cada uma delas possui a sua finalidade e o seu momento. Um curso de Pós-Graduação é direcionado para aqueles que querem atualizar e  aprofundar os conhecimentos em determinada área e, assim, desempenhar melhor suas atividades profissionais.

Conheça a diferença entre os tipos de Pós-Graduação e escolha qual combina com o que você busca para a sua carreira.

Stricto-sensu

Direcionado à obtenção de grau acadêmico, englobando Mestrado e Doutorado.

  • Mestrado – Direcionado para o aluno que busca se desenvolver em um tema, com uma profundidade maior. Ele aprenderá a localizar e utilizar as metodologias científicas no desenvolvimento de suas ideias e de suas atividades profissionais.
  • Doutorado – Específico da área acadêmica, o futuro doutor realiza estudos aprofundados em determinada área e deve defender uma tese original para uma banca de examinadores.

Lato-sensu

São todos os cursos com carga horária mínima de 360 horas, destinados à especialização em uma área específica, incluindo MBA (Master of Business Administration).

  • MBA – Cursos envolvendo a área de Administração e Negócios, como Recursos Humanos, Finanças, Contabilidade e Marketing, podendo ser aplicado em outras profissões, como Engenharia. Para obter a certificação, é realizado um projeto prático ligado à solução de problemas empresariais.
  • Especialização – Estudo específico na área escolhida, direcionado para quem pretende entender mais sobre um tema em especial. Tem como projeto final a entrega de uma monografia ou artigo científico.

Existem ainda os cursos com menor tempo de duração conhecidos como Aperfeiçoamento.

Conheça os cursos de Pós-Graduação que o Instituto Mauá de Tecnologia oferece:

Mestrado

Com linhas e projetos de pesquisa nas áreas:

– Engenharia de Alimentos;

– Engenharia de Processos Bioquímicos;

– Engenharia de Processos Químicos.

MBA

Especialização

Aperfeiçoamento

O ingresso em um curso de Pós-Graduação é feito mediante análise de currículo, entrevista e até uma prova de conhecimentos básicos sobre a área escolhida.

Os cursos são oferecidos nos campi de São Paulo ou de São Caetano do Sul.

Quer saber mais sobre eles?

Acesse: http://www.maua.br/posgraduacao

Não é só de Santos Dumont que o campo das invenções brasileiras é feito. Há muitas coisas que usamos em várias áreas, como Telecomunicações, Medicina, Fotografia e Comunicação, que também foram inventadas em terra verde e amarela!

Separamos cinco delas para você conhecer:

Máquina de Escrever

Dependendo da sua idade, você nem chegou a usar uma máquina de escrever, mas já deve ter visto essa antiguidade por aí, nem que seja na internet. Ela é a avó do computador e, alguns anos atrás, estava presente em todos os escritórios e muitas casas.

A máquina de escrever foi inventada pelo Padre João Francisco de Azevedo, que tentou adaptar um piano de 24 teclas para conseguir colocar letras em um papel e, para mudar de linha, pisava-se no pedal localizado na parte inferior do instrumento.

Antes de falecer, ele confiou sua invenção a um negociante, que dizia ter contatos nos Estados Unidos. Muitos anos depois, um modelo igual foi apresentado pelo norte-americano Christofer Sholes, que vendeu a ideia para a empresa Remington.

Câmbio Automático

José Braz Araripe é engenheiro mecânico e o inventor dessa maravilha que ajuda tantos no dia a dia do trânsito.

Ele criou o protótipo e o projeto do câmbio em 1932 e vendeu a ideia para a General Motors (GM). Já em 1938, a empresa começou a produzir em larga escala o primeiro carro hidramático.

Identificador de chamadas

Belo Horizonte – MG é a cidade em que nasceu a tão conhecida Bina. Em 1977, enquanto trabalhava na Telebrás, Nélio Nicolai inventou essa tecnologia que nos permite decidir quem ou não atender.

Apesar de reconhecido o seu feito, somente em 2012, Nélio conseguiu a exclusividade da patente, por meio de sentença judicial.

Além do identificador de chamadas, o mineiro também é autor do recurso de sinalização sonora que nos avisa quando a pessoa está em outra ligação, do sistema que nos permite controlar as operações bancárias via celular, do telefone fixo-celular e do serviço de identificação de chamadas não atendidas.

Balão

Outro padre, desta vez Bartolomeu de Gusmão, no século XVIII, teve a ideia de viajar para Portugal de uma maneira diferente quando reparou que o ar quente era o responsável por uma bolha de sabão flutuar.

Assim, inventou a Passarola, o primeiro projeto de balão!

Painel Eletrônico de Substituição

Sabe aquele painel que mostra qual jogador será substituído e qual será o substituto durante um jogo de futebol? Em 1996, o cearense Carlos Eduardo Lamboglia, assistindo a uma partida, percebeu a dificuldade em usar as plaquetas de madeira e, assim, resolveu criar algo mais prático.

Sua invenção estreou na Copa do Mundo de 1998, na França, e hoje é encontrada em todas as partidas de futebol do mundo.

Consiste em uma placa luminosa de dupla face, com pluralidade de leds distribuídos em um display que formam números quando ligadas por meio de chaves que permitem a alteração do número que se deseja mostrar.

Fonte: CanalTech e Tecmundo

Para chegar ao pódio da competição “Fórmula SAE Brasil”, a Mauá Racing preparou-se muito, montou uma equipe de alunos engajados e preparados para desenvolver um projeto de alta qualidade, que agregou conhecimentos de trabalhos de conclusão de curso de integrantes e ex-integrantes que ainda participam do processo de criação.

Esses alunos reuniram-se semanalmente, durante o ano todo, sempre com o foco na competição. Dessa forma, conseguiram tornar real um veículo com motor CBR600, considerado o mais forte do torneio nesse ano. Esse projeto foi desenvolvido pensando na viabilidade de produção em alta escala, unindo aerodinâmica, eficiência e velocidade.

Segundo Bárbara Brilhante, uma das integrantes da equipe Mauá Racing, “é um orgulho projetar, construir e colocar no chão todo o conhecimento adquirido”.

A competição “Fórmula SAE Brasil” é um desafio voltado para os estudantes de Engenharia, com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos adquiridos sobre o tema. Durante os três dias do evento, os veículos das equipes participantes passam por provas estáticas e dinâmicas, nas quais são avaliados o desempenho na pista, as apresentações técnicas, o custo e o projeto de marketing. Há ainda a avaliação de projeto, a análise dos veículos e a inspeção técnica.

Nas provas dinâmicas, os veículos passam por desafios para determinar o mais ajustado da competição, com provas de aceleração, de estabilidade lateral e de volta com obstáculos. No último dia acontece a prova mais difícil da competição: um enduro de resistência de 22km, com troca de pilotos e verificação da integridade do veículo.

A cada prova é atribuída uma pontuação, resultando na classificação geral.

A equipe Mauá Racing conquistou o 3.º lugar na “Fórmula SAE Brasil 2013” e poderá representar o Brasil na competição mundial da Fórmula SAE, nos Estados Unidos com mais de 130 equipes – a edição brasileira deste ano contou com 31 equipes.

Se você quiser participar da Mauá Racing, fique atento ao início das atividades em 2014! Além de adquirir muito conhecimento e experiência de gestão de projetos, a participação em competições como essa, ajuda no networking, conhecendo profissionais da área e futuros colegas de profissão.

+ Fotos: Flickr Mauá