O aluno de graduação que participa de alguma atividade extracurricular voltada para tecnologia ou pesquisa acaba se destacando na obtenção de estágios.

Hoje, as empresas procuram estagiários curiosos em aprender e entre tantos candidatos, experiências extras “saltam” do currículo e tornam-se diferenciais.

Uma das alternativas que o estudante pode escolher é a iniciação científica. Como o próprio nome diz, trata-se de uma pesquisa que será iniciada nos fundamentos teóricos e com metodologias de uma área específica. Uma iniciação científica surge, antes de tudo, da curiosidade e da vontade de conhecer determinado assunto de sua área de graduação. O trabalho de iniciação científica poderá gerar, posteriormente, uma tese de pós-graduação.

O aluno que se interessa em desenvolver uma iniciação científica deve procurar o professor especialista no tema escolhido, para daí, juntos, decidirem em qual programa a pesquisa se encaixa.

Aqui na Mauá, temos dois tipos de bolsas, a PIBIC-PIBITI-CNPq (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a do CEUN-IMT (Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia). Após receber o projeto de pesquisa para aprovação, a Comissão de Iniciação Científica da Mauá avalia a qualidade acadêmica e o mérito científico.

As inscrições para o primeiro edital de concessão de bolsas de iniciação científica terão início em dezembro, por isso, é hora de colocar aquela ideia em prática! Tem interesse em entender e se aprimorar em determinado assunto do seu curso? Procure um professor e converse com ele sobre a pesquisa. “Turbine” seu currículo!

A Prof.ª Alessandra Dutra Coelho, da Comissão de Iniciação Científica da Mauá, conta pra gente como funciona nosso sistema de bolsas destinadas a pesquisas.

Durante todo o período em que o aluno da Mauá frequenta as aulas do curso de graduação, seja em Administração, Design ou Engenharia, ele adquire conhecimentos, técnicos e práticos sobre inúmeras áreas de sua futura profissão. O aluno é exposto a desafios que o levam a criar produtos e soluções, buscando sempre o melhor resultado.

Desde o início, eles já sabem que  na última série deverão desenvolver o trabalho de conclusão de curso. Esse projeto tem por objetivo demonstrar tudo o que o aluno é capaz de criar e desenvolver.

Muitos desses trabalhos, desenvolvidos pelos formandos, despertam o interesse de empresas que buscam por inovação em produtos e até em conceitos.

Para expor esses trabalhos e aproximar os formandos do meio empresarial, a Mauá promove, anualmente,  a Eureka – exposição dos trabalhos de conclusão de curso.

Uma das principais finalidades da Eureka é incentivar a aproximação dos formandos com o setor empresarial, justamente por levar benefícios para ambos os lados, seja do aluno que pode conseguir uma colocação no mercado de trabalho, seja do investidor, que tem a possibilidade de adquirir para sua empresa uma expertise até então  desconhecida.

Neste ano, com mais de 130 trabalhos, a exposição acontece de 25 a 27 de outubro, das 14h às 20h30, no Ginásio de Esportes da Mauá, no Campus de São Caetano do Sul. Aberta ao público, a Eureka tem entrada gratuita.

Confira alguns dos projetos que estarão nesta edição:

  • Carrinho de compras elétrico para cadeirantes – carrinho programado e motorizado para seguir o cadeirante, proporcionando liberdade e facilidade às compras.
  • Robô jogador de tênis de mesa – O robô consegue localizar a bolinha de ping pong, calcular onde será o ponto de impacto e programar o braço robótico para a posição certa.
  • Drone socorro aéreo: O drone pode ser utilizado para salvar vidas em caso de afogamentos. Após localizar a vítima no mar, libera o equipamento de salvamento (boia) e emite um sinal com a localização exata da pessoa.
  • Controlador Mioelétrico: Dispositivo acoplado no braço com sensores de reconhecimento de movimento. Ao ser sincronizado com algum outro aparelho eletrônico, permite o acionamento à distância, por exemplo, do computador ou de um sistema multimídia e até de robôs manipuladores.
  • Cerveja com farinha de banana verde – Parte do malte é substituída pela farinha de banana verde, matéria-prima nacional de baixo custo e rica em amido e carboidrato, que é transformado em açúcares para a fermentação.
  • Extrato proteico de origem animal – Pensando em uma fonte alternativa de alimentação nutritiva, foi estudada a viabilidade técnica de se obter um extrato proteico de larvas do inseto “Tenebrio molitor”, ricas em fontes de gorduras e minerais.
  • Carro movido a energias solar, elétrica, eólica e termal – o carro sustentável movido a diferentes tipos de energia está sendo desenvolvido em parceria com a empresa General Motors do Brasil.
  • Suporte coletivo para bicicletas (Biciclift) – O dispositivo visa diminuir os esforços para armazenar uma bicicleta em posição vertical, é seguro, modular e apresenta harmonia estética com o espaço urbano.
  • Controlador de acesso gerador de energia limpa –É um dispositivo que pode ser acoplado a catracas de controle de acesso em locais de grande movimentação de pessoas, capaz de gerar energia elétrica, aproveitando a energia mecânica utilizada para a rotação da catraca.
  • Geração de biogás a partir de resíduos de etanol – Estudo realizado com o objetivo de minimizar os impactos ambientais do descarte da vinhaça e obter uma nova fonte de bioenergia.
  • Despoluição de contaminantes com fibra de coco – a fibra de coco pode absorver derivados de petróleo. Desta forma, há solução de dois problemas atuais o descarte das cascas de coco e a poluição causada pelo petróleo.
  • Sistema de aquecimento e resfriamento instalado em tênis – Com a finalidade de aumentar o conforto térmico do usuário, foi instalado no tênis um “software” de simulação, que poderá acionar um dispositivo para deixar os pés frescos ou aquecidos.
  • O ambiente organizacional na percepção das diferentes gerações – Com a chegada das gerações Y e Z no mercado de trabalho, empresas como o Google e a Pixar transformam o ambiente de trabalho a fim de gerar maior produtividade e satisfação dos colaboradores.

Inscreva-se e venha conferir de perto todos os trabalhos! 😉

Entre as atividades extracurriculares oferecidas pela Mauá vale destacar a AeroDesign, que tem como objetivo a construção de uma aeronave controlada via rádio e que, além de oferecer ao aluno conhecimento específico, também proporciona a participação em competições com outras instituições.

Por ser uma atividade multidisciplinar, os alunos participantes das três equipes da Mauá têm aulas introdutórias sobre Aeronáutica e realizam pesquisas nas áreas de Estratégia e Otimização, Aerodinâmica, Estruturas, Desempenho, Estabilidade e Controle, Projeto Elétrico e Desenhos.

As equipes foram batizadas com os nomes de Obelix, Asterix (ambas da Classe Regular) e Ideiafix (Classe Micro), em alusão à história em quadrinhos “Asterix”.

Agora em outubro, de 24 a 27, acontecerá a competição anual “SAE Aerodesign 2013” e as equipes Asterix e Ideiafix estarão presentes!

Esse desafio é voltado para os estudantes de Engenharia, com o objetivo de difundir e promover o intercâmbio de conhecimentos do setor Aeronáutico. As equipes devem seguir um regulamento com base nos desafios reais da indústria, desenvolvendo soluções para problemas como a otimização estrutural, instrumentação e ensaios em protótipos.

Os alunos que participam dessa atividade e se preparam para as competições, além de ampliarem seus conhecimentos  na área de Engenharia Aeronáutica, desenvolvem habilidades  sobre o trabalho em grupo, liderança, motivação, logística de projeto, cumprimento de cronograma, prazos e regulamentos, e ainda acompanham o ciclo completo de vida de um produto.

Boa sorte às equipes Asterix e Ideiafix, vamos ficar na torcida! =) #vaiMaua

Um estudante que pretenda ser um designer de alto nível deve, além de se dedicar ao curso de graduação, também buscar referências fora do “mundo universitário”. Eventos, seminários, cursos extras e networking são importantes para complementar o aprendizado adquirido em sala de aula.

Contudo, a melhor fonte de informações para obter novos conhecimentos ainda é o livro. É fácil identificar o aluno que lê muito, pois ele costuma ter boa desenvoltura perante os assuntos expostos, além de ser capaz de analisar vários pontos de vista. Uma pessoa que lê é uma pessoa que “vai longe”, pois demonstra uma “sede” de conhecimento sobre variados assuntos.

Questionamos a coordenadora do nosso curso de Design, Prof.ª Claudia Facca, sobre os principais livros que todo futuro designer deve ler. Confira as dicas a seguir.

Das coisas nascem as coisas – Bruno Munari

“Nesse livro clássico sobre metodologia de projetos são apresentados alguns pequenos problemas e outros mais complexos, sempre tendo em vista o que se deve fazer para resolvê-los. O leitor encontrará exemplos ao alcance de todos que tiverem o bom senso de fazer face aos problemas reais, aqueles que aparecem normalmente. O conhecimento do método de projetar, de como se faz para construir ou conhecer as coisas, é um valor liberatório: é um ‘faça você mesmo’.”

Design: História, Teoria e Prática do Design de Produtos – Bernhard E. Burdek

“Obra básica sobre o Design de Produtos, é indispensável para estudantes, designers profissionais e interessados em geral. Define a história e a orientação atual do design e transmite as bases principais da teoria e da metodologia do design. Descreve o significado crescente do design nos principais países da Europa, das Américas e da Ásia, por meio de diversos exemplos da prática e do desenvolvimento do design corporativo e estratégico atual, passando pelo design de interface/interação até o design humano.”

Design Thinking: Uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias – Tim Brown

“Esse livro introduz a ideia de Design Thinking, um processo colaborativo que usa a sensibilidade e a técnica criativa para suprir as necessidades das pessoas não só com o que é tecnicamente visível, mas com uma estratégia de negócios viável. Em resumo, o Design Thinking converte necessidade em demanda. Esse não é um livro de designers para designers, mas é uma obra para líderes criativos que estão sempre em busca de alternativas viáveis, tanto funcional quanto financeiramente, para os negócios e para a sociedade.”

O Design do dia a dia – Donald A. Norman

“Um best-seller nos Estados Unidos, essa obra clássica sobre os aspectos cognitivos do design contém exemplos de bons e maus designs e apresenta regras simples que os designers podem usar para melhorar a usabilidade de objetos tão diversos como carros, computadores, portas e telefones.”

Princípios Universais do Design  – William Lidwell, Jill Butler, Kristina Holden

“Um dos primeiros guias de referência interdisciplinar da área. Livro ilustrado e fácil de consultar que combina explicações claras e exemplos visuais de 125 conceitos relacionados ao Design, à Psicologia, à Engenharia e à Arquitetura, em que os leitores ampliarão o conhecimento sobre temas instigantes e essenciais à criação.”

 

Boa leitura! 😉