Você passou no vestibular, fez sua matrícula e depois de um período de muita expectativa e ansiedade, a rotina começou. Para deixar essa rotina de vir às aulas bem mais prazerosa, que tal ter sempre uma companhia e revezar caronas com colegas da Mauá?

Para incentivar essa ação, conversamos com Rodrigo Nunes, da 5.ª série da Engenharia de Controle e Automação, período diurno, que contou como foi a experiência de revezar caronas com um colega de sala.

Como funcionava o sistema de caronas que você fazia?

Eu revezava com outro aluno da minha sala, o Lucas Trindade. Nós moramos na Zona Sul de São Paulo, bem próximos um do outro, cerca de 20 quilômetros da Mauá.

Às  segundas e sextas-feiras, eu ia com o meu carro e as terças e quartas-feiras, ele ia com o dele. Os horários eram os mesmos, exceto às segundas-feiras, em que eu tinha uma dependência das 19h às 20h40. Nesse caso, ele aproveitava o tempo para estudar e me esperava na biblioteca. Na quinta-feira, devido a compromissos pessoais depois da aula, ambos íamos de carro.

Você acha que o esquema de caronas é bom para a convivência com outros alunos?

Hoje em dia, o que mais se vê nas ruas são carros com apenas uma pessoa. Acho que as pessoas têm preguiça de desviar o caminho para buscar outra pessoa ou têm vergonha de interagir com alguém todos os dias. A convivência diária com outro aluno durante o trajeto da Mauá foi muito importante, muitas vezes, em dias de provas, nós conversávamos sobre a matéria e esclarecíamos dúvidas.

Quanto você acha que isso é bom para o meio ambiente?

Quanto mais pessoas aderirem ao processo de carona e se conscientizarem, melhor. Isso significa menos carros nas ruas e, consequentemente, menos poluição e trânsito. Outra vantagem importante é a questão financeira. Eu economizava cerca de R$ 200,00 por mês em combustível, manutenção, etc.

 Que conselhos você dá para os calouros participarem dessa ação?

No caso dos calouros, o sistema de caronas é bem interessante, pois muitos ainda não têm carteira de habilitação e é melhor do que depender do transporte público. Eu acho que esse sistema de caronas está crescendo, os alunos precisam se organizar para uma cidade mais limpa e com menos trânsito. Com a internet e as redes sociais, ficou muito mais fácil descobrir quem mora perto de você e organizar uma carona.

Confira os ganhadores do #Sorteio “A Mauá dá boas-vindas aos Veteranos 2012 e sorteia 13 SmartBox”

@gijobas

@_Cardillo

@bconquet

@leguazzelli

@felipemestre

@ddaniela_t

@fredbonfante

@DiogoOBS

@crismunoz

@gabis_trindade

@deadzao

@ThisIsMarcelo

@Raquelvillani

Os SmartBox deverão ser retirados, mediante a apresentação do RA, na sala R401 – Bloco R – Campus de São Caetano do Sul até 29 de fevereiro, durante o horário comercial (das 8h às 18h).
Caso seja necessária a retirada do SmartBox fora desse período, o horário deve ser agendado pelo telefone 4239 3098.

Parabéns aos ganhadores! 🙂

Veterano Mauá: comece o ano ganhando um SmartBox Aventura!

Sortearemos 13 SmartBox Aventura, válidos até 30 de março de 2012.

*Regulamento

Para participar do sorteio é preciso ser aluno veterano matriculado, em 2012, num dos cursos de graduação oferecidos pelo Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia,  ter uma conta pessoal no Twitter que segue a @infomaua e retwitar o link com a frase  “A Mauá dá boas-vindas aos Veteranos 2012 e sorteia 13 Smartbox!”

  • O sorteio será realizado em 27 de fevereiro de 2012.
  • Os ganhadores serão escolhidos por uma ferramenta de sorteios, o Sorteie.me. Essa ferramenta escolhe os vencedores aleatoriamente entre as pessoas que derem RT no tuite e link divulgados até 26 de fevereiro.
  • Estarão automaticamente desclassificados os participantes que não forem alunos veteranos matriculados na Mauá.
  • Para participar do sorteio é necessário ser o único dono do perfil do Twitter.
  • Os ganhadores do prêmio serão notificados por meio de uma Direct Message no Twitter, no mesmo dia do sorteio.
  • Os ganhadores deverão retirar o prêmio no campus de São Caetano do Sul, no Bloco R – Sala R 401, até 29 de fevereiro, durante o horário comercial (das 8h às 18h).

Boa sorte! 🙂

ATENÇÃO: O LINK QUE DEVE SER RETUITADO É O QUE ESTÁ NO TWITTER, E NÃO O DESTE POST!

Atualmente, muitas questões estão sendo analisadas e discutidas sobre construção e conservação de estruturas, devido aos recentes desabamentos de edifícios no Brasil.
Para tentar esclarecer algumas dessas dúvidas e entender um pouco sobre esse assunto, conversamos com a Professora Cássia Silveira de Assis, Coordenadora da Engenharia Civil da Mauá.

– Como deve ser feita a conservação da estrutura de um prédio?

O processo de conservação dos prédios engloba diversos aspectos de manutenção preventiva. A primeira ideia é perceber que o processo é dinâmico, exige inspeção periódica com intervalos de tempo de curta duração, ou seja, a cada um ou dois meses o síndico ou a pessoa responsável deve percorrer o edifício, no sentido de cima para baixo, e fazer uma verificação de vários itens:

  • Verificar se não há infiltrações a partir da cobertura, lajes, reservatórios, tubulações com vazamento, etc.;
  • Verificar se não há descolamento de revestimentos internos e externos, incluindo pisos e azulejos;
  • Verificar a existência de fissuras (trincas) em paredes, lajes, vigas e pilares;
  • Verificar as fissuras mais perigosas – elas são verticais, horizontais e trincas a 45°;
  • Fissuras denunciam a presença de problemas que podem ir do menos perigoso ao mais perigoso. As fissuras também permitem a degradação dos materiais e das estruturas num espaço curto de tempo;

– Quais cuidados devemos ter com a estrutura de um prédio?

  • Ficar atento às reformas que os vizinhos estão fazendo, procurar saber se há profissional habilitado acompanhando os serviços;
  • Não retirar paredes e nem construir paredes sem antes consultar um engenheiro;
  • Não furar vigas, lajes e pilares;
  • Não usar um cômodo de depósito; cada tipo de edifício possui a sua sobrecarga específica prevista em cálculo e em normas técnicas;
  • Não aceitar orientações ou sugestões de pessoas que não sejam profissionais qualificados como os engenheiros.

– Quais fatores podem contribuir para uma queda de laje ou desabamento de um prédio?

Como temos visto em jornais, o que provoca o colapso de uma estrutura costuma ser uma junção de fatores, podemos ter uma superposição de pequenos fatores que podem provocar um grande desastre.

Um dos problemas recorrentes está associado ao uso indevido das edificações; um ambiente projetado para ser usado de uma forma é usado de outra. Por exemplo: uma sala é projetada como sala de estar para pessoas e depois é usada como arquivo morto de uma empresa; como as pessoas são muito mais leves que livros e papéis, a laje ficará sobrecarregada com o novo uso.

Outro exemplo, que costumo apresentar aos alunos, é a adaptação de uma sala qualquer em espaço para ginástica com saltos ou outro tipo de atividade que, por vibração, pode induzir esforços não previstos em projeto. Houve um episódio, anos atrás, em que a laje ruiu durante uma festa de casamento, com as pessoas dançando e pulando. Se a laje estiver no limite do projeto, qualquer uso indevido pode ser fatal.

– Quais são os meios de evitar um desabamento?

Em primeiro lugar, construir o que foi projetado, não modificar o projeto sem consultar o projetista. Tendo intenção de alterar o uso do edifício ou de determinados ambientes, deve-se consultar um engenheiro. Um profissional não especializado não tem condição de avaliar tecnicamente os possíveis problemas.

Ter extremo cuidado com as infiltrações, elas agem como infecções que minam lentamente o organismo do edifício e produzem um processo semelhante à osteoporose nos ossos.

As estruturas envelhecem e devem receber atenção, podem ser tratadas e em geral recuperadas, mas, em último caso, devem ser demolidas antes que desabem e provoquem um desastre.

Um exemplo está sendo seguido nos estádios de futebol:há alguns anos as torcidas eram disciplinadas como as torcidas de tênis, hoje as torcidas correm e pulam nas arquibancadas, houve desabamentos e agora alguns estádios foram demolidos para serem reconstruídos com outras características de projeto.

 

Veja também a entrevista que o Prof. Márcio Estefano, da Engenharia Civil da Mauá, concedeu para o Jornal Nacional analisando a planta de um prédio do Grande ABC que teve parte do prédio comprometido com um desabamento parcial.