curiosidades-sobre-eletricidade-eletrica

Mudar a temperatura da água do chuveiro elétrico enquanto ele está funcionando dá choque?

A mistura de água e eletricidade pode ser muito perigosa. Durante o banho a pessoa está descalça e molhada, o que diminui muito a resistência entre os pés e o piso e potencializa o efeito do choque. Embora os chuveiros apresentem sistemas de isolação que evitam o choque, as chaves tradicionais para alterar a potência (as estações do chuveiro, geralmente inverno e verão) não são projetadas para serem alteradas com o chuveiro ligado. Isso pode degradar os contatos elétricos do chuveiro, aumentando o risco de choque.

Por que a eletricidade estática faz nossos cabelos subirem?

Cargas iguais (da mesma polaridade) se repelem, e as diferentes se atraem. Sendo assim, nossa pele e cabelos são condutores de eletricidade e podem ser carregados. Quando estamos calçados e entramos em contato com uma carga eletrostática, por não existir um caminho que a coloque em equilíbrio com a terra, nosso corpo acaba ficando eletricamente carregado. Quando parte desta carga chega à cabeça, os cabelos são eletrificados e começam a se repelir – é aí que eles ficam eriçados, tentando se afastarem uns dos outros e do corpo.

É possível usar a energia dos relâmpagos?

Um relâmpago contém uma energia muito grande, porém concentrada. Tecnicamente ainda não temos uma solução que possibilite armazenar uma quantidade tão grande e concentrada em um espaço de tempo tão curto.

Conteúdo criado com apoio do Prof. Dr. José Carlos de Souza Jr., Coordenador do Curso de Engenharia Elétrica do Instituto Mauá de Tecnologia.

80 comentários para “Dúvidas sobre eletricidade que você nunca teve coragem de perguntar”

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JOSE ANTONIO COSTA FREIRE

14 de setembro de 2014 ás 1:30

Boa noite, Peço por gentileza esclarecer as minhas dúvidas? Estou ligando uma geladeira Industrial para Resfriamento de Água,Porem a tensão do galpão é 220v,onde a
geladeira é 380v, Foi dado para mim um Transformador velho, onde surgiu a minha dúvida
na aferição de saída estava dando 412volts, Pergunto para você? Eu posso ligar o meu
equipamento, Sendo que o comando é 220volts, Não corro o risco de queimar algum
equipamento, dendo compressor e motor trifásico. desde já agradeço.

    7 de outubro de 2014 ás 14:13

    Olá Sr. José Antônio!
    Temos quer ficar atentos em dois requisitos:
    1) A tensão do transformador deve estar dentro de uma tolerância de +/- 5% da tensão nominal dos seus equipamentos e aparelhos, ou seja, a tensão nominal da geladeira é de 380 V, logo a tensão no secundário do transformador tem que estar em um limite de 361 a 399 V para um bom funcionamento dos aparelhos.
    2) A potência do transformador tem que ser no mínimo 30% acima das potencias nominais do motor, compressor e da geladeira.
    Consulte um profissional na área capacitado para dimensionar e instalar para você um transformador que atenda a esses dois requisitos.
    Esperamos tê-lo ajudado! Conte conosco e continue acompanhando as novidades no BLOG da Mauá!

ADILSON

25 de agosto de 2014 ás 15:47

TENHO UM MOTOR 3 CV 110/220 BAIXA ROTAÇÃO E QUERIA TOCA COM UM GERADOR DE 7 KVA,
SE EU LIGAR COM UMA CHAVE DIRETA A CHAVE DO GERADOR CAI.
EXISTE ALGUMA OUTRA CHAVE PARA ARRANCAR O MOTOR MAIS DE LEVE?

    7 de outubro de 2014 ás 14:11

    Olá Adilson!
    No caso do motor monofásico, nós desconhecemos o método de partida de redução da corrente de partida.
    O ideal é instalar um motor trifásico 220V e utilizar um Soft-Starter para a redução da corrente na hora da partida.
    Não ultrapassar a corrente nominal do motor durante o processo. Dica: procure um profissional capacitado para realizar a instalação e acompanhamento das medidas elétricas durante o processo.
    Esperamos tê-lo ajudado! Conte conosco e continue acompanhando as novidades no BLOG da Mauá!

Livia

15 de agosto de 2014 ás 12:08

Construí minha casa com uma ligação provisória bifasica, agora, para ligação definitiva a empresa pediu uma ligação T05 (trifasico). Não entendo nada disso, queria saber se é realmente necessária já que nunca vou usar todos os meus aparelhos juntos, como eu faria isso agora que dentro de casa está tudo pronto, e qual a milimetragem do cabo para esse T05. Obrigada.

    7 de outubro de 2014 ás 14:08

    Olá Livia!
    A ligação provisoria é disponibilizada durante um determinado tempo para fornecer energia aos equipamentos durante a execução da obra.
    Para a ligação definitiva, a concessionária local pede o total de carga ativa(W) que deverá ser instalada para saber o limite de fornecimento da unidade consumidora, modalidade A(monofásico), B(bifásico) ou C(trifásico),
    Para obter o dimensionamento das bitolas dos cabos elétricos adequadamente, sugerimos que procure um profissional habilitado no CREA que faça o cálculo da demanda e apresente um memorial descritivo a concessionária local.
    Esperamos tê-la ajudado! Continue acompanhando as novidades no BLOG da Mauá!

ADEMIR PASSAMANI

16 de julho de 2014 ás 15:13

Caros senhores:
Estou com um problema de instalação de um reator eletrônico para lâmpada UV .
Gostaria de ligar na tensão 220 v mas na minha cidade a tensão disponibilizada é 110/127 v e minha instalação é bifásica. No esquema diz que no caso de 110/127 devem ser ligados à rede os fios preto e branco isolando-se o marrom. No caso de 220 devem ser ligados à rede os fios preto e marron isolando-se o branco. No caso de 119/127 v me parece claro tratar-se de: preto ( fase ) e branco ( neutro ). Mas no caso de 220? Pelo visto o esquema trata de tensão fornecida de 220 v (um fio fase – preto ) e o marron, imagino tratar-se do neutro. Mas como fazer se minha tensão fornecida é 110/127 para ligar o reator em 220 v? devo ligar o preto em uma fase e o marrom na outra fase, mantendo isolado o branco?
agradeço profundamente.
um abraço

    7 de outubro de 2014 ás 14:05

    Olá Sr. Ademir!
    Hoje qualquer reator eletrônico é bivolt, podendo ligar em uma rede com tensões 127 ou 220 V. Se a sua alimentação disponível e 110/127 V, você deverá ligar o reator atendendo a tensão de 127 V.
    Os fios ou cabinhos do reator a serem conectados a rede de 127 V, serão das cores branco e preto, isolar o cabo da cor marrom.
    Esperamos tê-lo ajudado! Conte conosco e continue acompanhando as novidades no BLOG da Mauá!

Andersen de Manaus

24 de fevereiro de 2014 ás 11:36

Quero instalar 20 aparelhos de ar condicionado 12.000 btus, 220 v rede trifasica com fiação de 16mm desde a caixa, o cabeamento suporta a amperagem, a ligação de cada um no 16 mm, penso em usar 6mm, cerca de 5 m distante do principal, em forma de losango, sendo 50 m para cada lado, 10 aparelhos por cada 50 m

Andersen de Manaus

24 de fevereiro de 2014 ás 11:31

Quero instalar 20 aparelhos de ar condicionado 12.000 btus, 220 v rede trifasica com fiação de 16mm desde a cx?

junior

18 de novembro de 2013 ás 9:08

queria saber se temperatura ambiente de um local onde passa os cabos podem aquecer e alterar a amperagem e com isso desarmar o disjuntor?

junior

16 de novembro de 2013 ás 12:52

queria saber se a temperatura do ambiente aquecendo os cabos altera na amperagem e faz cair o disjuntor.

beto lima

8 de novembro de 2013 ás 17:00

tenho um sensor de umidade quando e aciona o motor gira sentido horário.
quero saber quando esse sensor secar esse mesmo circuito fecha outro contato
que faz o motor girar anti horário, sabendo se que e um motor C.C

Alexandre

18 de setembro de 2013 ás 20:38

tenho a mesma duvida que o amigo sobre a estufa de salgados a descrição de alimentação e consuma dela é essa:

Alimentação: 127V / 220V
Consumo: 150w / 0,15kw/h

é que o ponto onde pretendo trabalhar é na rua não tenho de onde puxar energia, quanto tempo sera que uma bateria de carro com o conversor alimentaria uma estufa com essas características ? desde já muito obrigado.

    7 de outubro de 2013 ás 11:07

    Olá Alexandre!

    Vamos adotar uma bateria comum de carro = 60Ah Tensão final da bateria = 10,5V Rendimento do conjunto = 80% Consumo = 0,15kWh

    Segue:

    60 Ah x 10,5 V = 630 VAh = 0,630kWh

    Consumo de 0,15 kWh resulta 0,630kWh x 0,8 / 0,15 kWh = 3h:36m

    Obs: Lembrando a necessidade de recarregar a bateria para um regime de trabalho superior as horas calculadas.

    Abraços! ;-)

MARCUS

20 de agosto de 2013 ás 13:38

LIGUEI UM INVERSOR DE 12V PARA 110V DE 450W NA BATERIA DO CARRO E NAO O DESLIGUEI MAS DESCOBRI QUE QUANDO EU DEI NA PARTIDA ELE QUEIMOU COMO FACO PARA EVITAR ISSO… TEM JEITO DE EU DEIXA-LO LIGADO E DAR NA PARTIDA SEM QUE ELE QUEIME???/ POR QUE ISSO OCORREU???

    4 de setembro de 2013 ás 9:32

    Marcus

    Com o motor ligado o alternador eleva a tensão da bateria para aproximadamente 14 volts. Com isso os transistores do inversor, normalmente FETs de potência, mas de baixa tensão, ficarão submetidos a uma tensão maior.
    Um inversor bem dimensionado deveria funcionar com tensão de entrada até 16 volts sem sofrer dano. Aparentemente o inversor em questão não foi dimensionado adequadamente.

    Para resolver o problema sugerimos substituir os transistores do inversor por outros de maior tensão, mas isso deve ser feito com muito cuidado, analisando a topologia do inversor.

    Obrigado por visitar o Blog da Mauá :)

José Mota Tavares

10 de junho de 2013 ás 18:13

Tenho um relógio de pesos, corda para 8 dias. A bolacha do pêndulo dum lado tem uma chapa de latão e, do outro, uma chapa de ferro. Quando os pesos chegam a meio do pêndulo, o relógio pára. Disseram-me que era gerado ali um campo magnético, em virtude da oscilação do pêndulo, e, por isso, o relógio parava. Substituí os pesos de ferro por outros de latão cheios de chumbo. Não têm qualquer componente de ferro: só latão e chumbo. Não deu resultado. Gostava de saber se o latão também pode gerar um campo magnético. É difícil arranjar um pêndulo de latão.
Gostava de te resposta à minha dúvida e como encontrar solução

    5 de julho de 2013 ás 9:24

    Caro José Mota,

    A substituição do peso de ferro por latão e chumbo provavelmente não irá adiantar mesmo. Afinal a condutividade elétrica do latão é até maior que a do ferro. Isso significa que o material permite maior circulação de corrente e como há uma certa relação entre condutividade elétrica e indução eletromagnética, isso significa que o sistema ainda ficará susceptível ao campo magnético, se for esse mesmo o problema com o relógio de pesos. Isso pode ser verificado pelos valores de condutividade dos metais, conforme tabela abaixo, que foi extraída do site Wikipedia.

    Prata – 62,5
    Cobre puro – 61,7
    Ouro – 43,5
    Alumínio – 34,2
    Tungstênio – 18,18
    Zinco – 17,8
    Bronze – 14,9
    Latão – 14,9
    Níquel – 10,41
    Ferro puro – 10,2

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis
    Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia

Mendes

24 de maio de 2013 ás 0:45

Por que em projetos elétricos o circuito de iluminação deve ser separado do circuito de tomadas?

    10 de julho de 2013 ás 10:05

    Olá, Mendes!

    A divisão da instalação elétrica em circuitos terminais é estabelecido pela norma NBR5410.
    A norma utiliza como critérios a distribuição em circuitos de forma a facilitar a manutenção e reduzir a interferência. Assim, cada tipo de carga (iluminação, tomadas de uso geral, chuveiro, etc), devem ser colocados em circuitos separados pois isso facilita o dimensionamento dos componentes de proteção (disjuntores, por exemplo) , permite uma melhor definição da bitola dos condutores e como dito anteriormente, reduz interferência. Isso explica porque os circuitos de iluminação são sempre colocados num mesmo circuito.
    Além disso, fica mais fácil identificar a origem de eventuais problemas. Se o circuito de alimentação fica junto com o de tomadas, fica mais complicado localizar problemas de curto-circuito ou falta de contato, cargas que consomem maior corrente e são conectadas em tomadas podem gerar interferências na iluminação, separando em circuitos diferentes só temos benefícios.

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis
    Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia

Ailton Silva

14 de maio de 2013 ás 18:48

oi, gostaria de saber se posso ligar uma estufa de salgados naqueles conversores de energia da bateria do carro 12 volts para energia 110 volts ou se vcs tem alguma sugestão para isso ?
obrigado,
Ailton

    17 de maio de 2013 ás 14:34

    Caro Ailton,
    as baterias e mesmo pilhas fornecem baixas tensões contínuas não servindo para alimentar aparelhos ligados na rede de energia. Os inversores ou conversores DC/AC são aparelhos que podem converter as baixas tensões de bateria (por exemplo, em baterias de carro ou caminhão com tensão de 12 V) em uma alta tensão alternada (geralmente 110 V ou 220 V) para alimentar aparelhos que são plugados na rede de energia.
    Para converter a energia disponível em baterias na forma de uma baixa tensão contínua para alta tensão alternada são usados circuitos denominados inversores ou conversores DC/AC.
    O problema é que geralmente os dispositivos que são costumeiramente conectados diretamente na rede de energia consomem correntes mais elevadas. Assim, há várias questões que devem ser consideradas como, por exemplo:
    - a máxima corrente que a bateria pode fornecer e sua durabilidade; além disso, a tendência é que ela se descarregue rapidamente considerando o consumo contínuo de energia;
    - qual a máxima potência (e corrente) que o conversor DC/AC consegue fornecer bem como a potência (corrente) que é consumida no equipamento (no caso, a estufa de salgados).
    O ideal é que a estufa seja realmente conectada na rede elétrica… mas a questão de utilizar a alimentação de uma bateria de automóvel, tem que ser adotada com critério para verificar se é uma solução viável. :)

1 de maio de 2013 ás 13:26

BOM DIA PRECISO MUITO SABER SE É POSSIVEL CRIAR UMA REDE DE 220 VOLTS USANDO DOIS RELOGIOS DE 110 VOLTS OU SEJA UM FIO FASE DE 110 VOLTS DE CADA UM COM UM NEUTRO DE QUALQUER UM RELOGIO DESSES, PARA PODER CRIAR UM REDE 220 VOLTS E ASSIM PODER LIGAR APARELHOS 220 VOLTS. SABENDO QUE RESIDO EM AREA RURAL E ALGUNS VIZINHOS MEUS EMBORA A REDE VEM UMA FASE 110 VOLTS COM UM NEUTRO NOS FIOS, POSSUEM RELOGIOS 220 VOLTS PARECE QUE DEVIDO AO FATO DE HAVER NOS POSTE DOS TRANSFORMADORES DE BAIXA TENSÃO 110 VOLTS PARA 220 VOLTS RESULTANDO NESTES RELOGIOS DE 220 VOLTS QUE ELES POSSUEM, MAIS EU JÁ FIZ VARIOS PEDIDOS A CONSENCIONARIAS DE ENERGIA E ELS NUNCA VEM INSTALAR NEN A EXTENSSÃO DE 50 MTS DE REDE NEN TAL RELOGIO 220 VOLTS POR ISSO ESTOU PERGUNTANDO SE HÁ TAL POSSIBILIDADE.MUITO FICO GRATO PELA ATENÇÃO DEPOSITADA, AGUARDANDO RETORNO DE RESPOSTA O MAIS BREVE POSSIVEL

    16 de maio de 2013 ás 14:28

    Prezado Marcos Antônio,

    É necessário verificar qual concessionaria atende sua região, depois analisar qual o sistema de fornecimento.
    Como exemplo a Eletropaulo:
    Temos dois tipos de fornecimento em baixa tensão

    Delta com neutro (Triangulo) – 115/230 volts

    Estrela com neutro – 120/208 volts
    127/220 volts
    220/380volts

    Também a tipos e limitações de atendimento, conforme o número de fios (condutores) de alimentação em BT, considerando-se três modalidades de fornecimento, com os limites de potencia instalada.

    X modalidade “A”: uma fase e neutro – dois fios
    X modalidade ”B”: duas fases e neutro (quando existir) – dois ou três fios
    X modalidade “C”: três fases e neutro (quando existir) – três ou quatro fios

    Modalidade “A”
    Potência total instalada: até 5kW no sistema delta até 12kW no sistema estrela

    Modalidade “B”
    Potência total instalada: acima de 5kW no sistema delta até 20kW no sistema estrela

    Modalidade “C”
    Potência total instalada: acima de 20kW no sistema estrela aéreo ou subterrâneo no sistema delta, somente quando houver equipamento trifásico, motores ou aparelhos

    Nas três modalidades, a palavra “neutro” deve ser entendida como designado o condutor de mesmo potencial que a terra.

    Obs: Para solicitar o fornecimento de energia para uma instalação, devemos comunicar a concessionaria local as características da instalação. Apresentar a documentação necessária solicitada pela a mesma para realizar o estudo dessa solicitação e efetuar sua alimentação. Recomendamos que contrate um engenheiro ou eletricista para REALIZAR o estudo da demanda. :)

Hermenegildo

11 de abril de 2013 ás 11:59

Tenho um edifício protegido com a gaiola de Faraday . Agora instalei no tecto uma antena parabólica, tornado-se assim o ponto mais alto do edifício. Será que a gaiola de Faraday continuará protegendo o edifício incluindo a antena parabólica ou tenho que instalar adicionalmente um para-raios no tecto?

    16 de maio de 2013 ás 14:34

    Hermenegildo.

    A Gaiola de Faraday, nada mais é, do que uma blindagem elétrica desenvolvida por meio de uma superfície condutora que envolve e delimita uma região do espaço, impedindo em certas situações a entrada de perturbações produzidas por campos elétricos ou eletromagnéticos externos.
    Ela serve para proteger instrumentos e aparelhos de grande sensibilidade, garantir a segurança de instalações e na proteção de edifícios contra descargas atmosféricas. Nos edifícios, a gaiola de Faraday é formada por uma ligação metálica de cobre ou alumínio que liga a extremidade superior de um edifício aos condutores enterrados no solo ( malha de aterramento) permitindo desviar a descarga elétrica evitando danos para pessoas e a estrutura do edifício.

    Todas estruturas metálicas, inclusive as antenas de TV que estiverem sobre a edificação são obrigadas a estarem interligadas ao sistema de pára-raios e o captor do tipo Franklin tem que está no topo do mastro superior a antena parabólica. :)

Fracisco

4 de abril de 2013 ás 2:43

Gostaria de saber como fazer uma instalação com fase,neuto é terra.
Sou eletricista a 25 anos nuca vi um projeto com ( IDR )

    16 de maio de 2013 ás 14:29

    Francisco,

    DR (Dispositivo de Proteção à Corrente Diferencial Residual) ou IDR (Interruptor Diferencial Residual) é um circuito utilizado para detecção de fuga em instalações elétricas. A função do DR é acusar e “desarmar” o circuito caso haja a fuga de corrente elétrica numa instalação. O funcionamento do DR baseia-se na medição da corrente elétrica que entrada e que sai do circuito. Quando a quantidade de corrente elétrica que entra no circuito é a mesma que sai, o DR mantém-se “armado”. Caso contrário um segundo dispositivo interno no DR amplifica o sinal e calcula o valor da fuga, desligando o circuito caso o valor esteja acima do projeto do DR (geralmente 30mA ou 300mA).

    O uso do DR é OBRIGATÓRIO conforme a NBR-5410 (ABNT) para instalações elétricas em baixa tensão.
    a) em circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro;
    b) em circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;
    c) em circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior;
    d) em circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens;
    e) em circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens. :)

Suzana

20 de janeiro de 2013 ás 16:35

Olá. Moro em um apartamento que não tem aterramento, recentemente comprei um micro-ondas que veio com essa tomada nova e enfatiza a necessidade de aterrar, como devo proceder? (favor responder para os dois casos: monofásico e bifásico, eu sei que aqui é monofásico, mas não custa sabe logo dos dois, vai que me mudo, rs).

Muito obrigada!

    25 de janeiro de 2013 ás 12:50

    Olá Suzana,

    O aterramento elétrico tem três funções principais:
    a – Proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas, através da viabilização de um caminho alternativo para a terra.
    b – “Descarregar” cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou equipamentos para a terra.
    c – Facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção (fusíveis, disjuntores, etc.), através da corrente desviada para a terra.

    Como consequência os benefícios do aterramento incluem prevenção de choques elétricos, aumento da vida útil de equipamentos eletroeletrônicos,redução de ruídos em sistemas de áudio e Home Theaters, além da melhoria do funcionamento de computadores.

    O ideal é que toda residência tenha aterramento. Um engenheiro eletricista com experiência na área pode realizar o projeto. O problema é que isso significa geralmente modificações na infraestrutura da instalação elétrica, ou seja, quebradeira. Para um edifício, pior ainda, pois pode significar muita quebradeira. Lembre-se que o aterramento é feito no solo. É verdade que em alguns casos costumam fazer o aterramento direto na ferragem dos pilares… mas isso deve ser evitado pois em muito edifícios o aterramento do para-raios do prédio é feito na estrutura dos pilares. Então imagine o que pode acontecer se você “aterra” seus equipamentos no mesmo local que vai passar a descarga dos para-raios?

    Bem minha sugestão é realmente consultar um técnico ou engenheiro eletricista com experiência.

    Por último, se não quiser fazer quebradeira, uma sugestão é deixar o pino do terra desconectado e inserir pelo menos um filtro de linha, que pode ser comprado em qualquer loja de componentes elétricos. Obviamente o filtro de linha não tem o mesmo efeito do aterramento. O filtro de linha não irá proteger contra descargas elétricas. Mas pelo menos irá pode melhorar a proteção contra surtos entre fase e neutro, que ocorrem na rede elétrica o tempo todo, por exemplo, devido sobrecarga num mesmo ponto de distribuição ou devido a sobretensões vindas da rede.

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis – Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica

Evandro jesus da silva

5 de janeiro de 2013 ás 11:16

Dúvida. Quantos watts ,máximo pode ser ligado numa casa alimentada com 2 fase 127V e um neutro.obrigado

    14 de janeiro de 2013 ás 9:50

    Evandro,

    A máxima potência que pode ser consumida na rede alimentada pelas duas fases dependem dos equipamentos de proteção e do cabeamento utilizados.

    Tanto no ponto de entrada da rede (padrão de energia elétrica), quanto no quadro de energia dentro da residência, existem disjuntores os quais desarmam caso ocorram curto-circuitos, ou ainda quando valores limites de corrente são excedidos. Estes equipamentos protegem as pessoas e equipamentos contra danos gerados por curto-circuito, mas também limitam o consumo de energia.

    O dimensionamento dos cabos de distribuição de energia dentro da residência (até mesmo os cabos que chegam em cada ponto de consumo) são também limitantes, ou seja, não adianta querer conectar numa tomada vários dispositivos. A corrente consumida pode ser tão elevado que gere desarmes nos disjuntores, ou ainda, produzam sobreaquecimento nos cabos condutores podendo inclusive gerar incêndios.

    Na dúvida, o melhor é consultar um eletricista (técnico ou engenheiro), devidamente qualificado, para realizar a tarefa. O correto é que um engenheiro realize o dimensionamento de toda a residência de forma a especificar os equipamentos de proteção necessários bem como a bitola do condutores necessária.

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis – Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica

mauricio filho

30 de dezembro de 2012 ás 4:17

ola bom
dia. eu gostaria de saber se posso almentar a potencia do meu gerador eletrico de 800 w para 2200w? oque eu deveria fazer?ha algum tipo de trasformador para isso? obrigado.

    14 de janeiro de 2013 ás 9:49

    Caro Mauricio,

    Primeiramente é importante lembrar que um gerador elétrico é um conversor de energia, ou seja, converte um tipo de energia em outra. Por exemplo, um gerador síncrono converte a energia mecânica produzida pelo movimento do eixo da máquina em energia elétrica, disponível nos terminais da máquina. Isso vale para outros tipos de geradores (a diesel, térmica, eólica, por exemplo). Qual o tipo de gerador você utiliza na sua aplicação?
    Independente do tipo de gerador, para produzir maior potência na saída, precisamos ter maior potência na entrada, pois a potência da saída é igual à potência de entrada menos perdas. Agora, na maioria dos casos, não podemos simplesmente aumentar a potência de entrada, pois as máquinas têm suas limitações. Por exemplo: Se aumentarmos muito a corrente de saída de um gerador, a sobrecorrente pode causar danos nos enrolamentos internos da máquina, podendo inclusive queimá-la. Também, no caso de geradores síncronos, há uma limitação para os esforços mecânicos aos quais a máquina pode ser submetida. Generalizando, a máquina deve trabalhar até no limite possível, segundo especificações do fabricante.

    Quanto à possibilidade de utilizar um transformador, novamente lembre-se que um transformador é também um conversor de energia, o qual converte a potência elétrica de entrada (dada por P = Vi x Ii, ou seja, tensão de entrada vezes corrente de entrada) para a potência elétrica de saída (dada também por P = Vo x Io), assim, para ilustrar, um transformador que tem tensão de entrada de Vi = 100 V e tensão de saída de Vo = 50 V, poderá produzir corrente de saída quase o dobro da entrada (exceto perdas), mas por outro lado terá tensão menor. Assim, não há geração de energia!

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis – Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica

Juliano

23 de novembro de 2012 ás 1:38

Boa noite em primeiro lugar queria da os parabens pelo site e obrigado por responder minha pergunta e agora tenho mas uma duvida qual a diferença de uma corrente alternada para corrente continua para um leigo ja que sei que a diferençca entre as duas esta em relaçao ao fluxo de eletrons ja que uma tem o fluxo somente em uma unica direçao(CC) e a outra tem o fluxo em varias direcoes (CA) entao minha duvida o que causa o movimento dos eletrons em uma unica direçao em uma e na outra o fluxo de eletrons que vao e regresam em varias direcoes e pq quando nao ha alternancia como no caso da CC o transformador nao aceita a transformacao da corrente cc e pq uma tem mas perdas do que a outra
obg

    5 de dezembro de 2012 ás 8:41

    Caro Juliano,

    Bem, com relação às corrente contínua e alternada, realmente a corrente contínua é resultante do fluxo de elétrons em somente um sentido e com amplitude teoricamente constante. Já a corrente alternada tem comportamento senoidal, sendo tipicamente com valor médio nulo.
    Agora, o que faz a corrente ser contínua ou alternada (senoidal) é basicamente a tensão aplicada, sendo que para tensões disponíveis nas residências, mas também disponíveis na grande maioria das aplicações industriais tem caráter senoidal. Agora porque o sinal da tensão disponível é senoidal. Para explicar isso primeiramente é preciso entender sobre os fenômenos da física relacionados à geração de energia elétrica além de conceitos relacionados a eletromagnetismo. Uma breve explicação destes conceitos é apresentado a seguir, sendo este conteúdo obtido da literatura “Eletricidade e Eletrônica Veicular”, do SENAI da Bahia, a qual está disponível em:
    http://pt.scribd.com/doc/30302458/18/GERACAO-DE-UMA-TENSAO-ALTERNADA-SENOIDAL
    Observe que a teoria apresentada abaixo, também explica porque a tensão e correntes num transformador são senoidais.

    1.11 GERAÇÃO DE UMA TENSÃO ALTERNADA SENOIDAL

    Conforme vimos, quando um condutor é percorrido por uma corrente elétrica, surge ao seu redor um campo magnético.Michael Faraday descobriu que quando um condutor é colocado na presença de um campo magnético variável, cria-se nos terminais deste condutor uma diferença de potencial.Heinrich Lenz, estudando os fenômenos descritos por Faraday, formulou uma lei para o sentido da corrente induzida. Segundo a lei de Lenz, “o sentido. da corrente induzida é tal que o campo magnético por ela criado contrarie o campo que a gerou”.Se o ímã for movimentado, aproximando e afastando da espira condutora, a variação do campo magnético irá gerar uma tensão induzida na espira. Esta tensão induzida também é chamada de força eletromotriz (f.e.m.), e é dada em volts.Os elétrons livres do condutor movem-se juntamente com este. Sobre qualquer partícula carregada que se mova num campo magnético, é exercida uma força designada por força de Lorenz (Lorenz:cientista holandês). Isso resulta em que os elétrons livres do condutor são conduzidos para um dos seus lados. Gera-se assim excesso de elétrons de um lado do condutor e escassez do outro lado, onde cria-se uma tensão entre as extremidades do condutor.

    A direção da tensão induzida depende da direção de movimentação do condutor e da orientação do campo magnético. A tensão alternada aumenta de 0V até ao seu valor positivo máximo (amplitude) e caiem seguida abaixo da linha dos 0V para o seu valor negativo máximo, regressando depois novamente aos 0V, e assim consecutivamente. Ao número de vezes por unidade de tempo(segundos) que estas oscilações acontecem dá-se o nome de frequência.

    PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO GERADOR:

    Tal como acontece com a geração de tensão alternada monofásica, a tensão alternada trifásica é gerada em combinação com um movimento rotativo.Existem três bobinas idênticas em círculo defasadas de120°. Segundo a lei da indução, a rotação do rotor induz tensões senoidais AC igual à disposição das bobinas, e as tensões nelas induzidos são também defasadas de120°.

    1.12 TRANSFORMADOR

    E um dispositivo utilizado para aumentar ou diminuir uma tensão alternada, sem variar a potência.Constitui-se de dois enrolamentos distintos, bobinados sobre um núcleo de aço laminado. O enrolamento primário é aquele onde se aplica a tensão, e o secundário é o enrolamento do qual se retira à tensão modificada.Não há ligação elétrica entre os enrolamentos primário e secundário. Ao percorrer as espiras do enrolamento primário, a corrente cria um campo magnético, cujas linhas de força passam pelo núcleo e enlaçam o enrolamento secundário, induzindo neste uma tensão.Um mesmo transformador pode ser elevador ou abaixador de tensão, dependendo do lado em que a tensão de alimentação é aplicada.O lado de maior tensão tem menor corrente. Seu enrolamento, de resistência elétrica alta, contém mais espiras e é feito com fio de diâmetro reduzido. O outro lado,aquele, de tensão menor tem corrente maior. Sua bobina é de baixa resistência elétrica e tem menos espiras, de fio de maior diâmetro.O transformador quase não tem perdas, por não possuir peças móveis.

    Se o número de espiras do secundário for maior que o numero de espiras do primário o transformador será elevador de tensão. Caso contrário, será abaixador de tensão.

    Espero ter ajudado! :)

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis – Coordenador de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica da Mauá

marcos fernando

18 de novembro de 2012 ás 20:00

tenho uma duvida sobre intereferencia. TENHO EM CASA UMA TV LED , QUANDO ASCENDO O FOGÃO COM O AUTOMATICO A TELA TEM INTEREFERENCIAS, MAS SOMENTE QUANDO ESTA NO SINAL VINDO POR ANTENA NORMAL, QUANDO ASSISTO NO CANAL DIGITAL NADA OCORRE, ESSA INTERFERENCIA SERIA CAUSADO PORQUE ?

    21 de novembro de 2012 ás 13:57

    Caro Marcos Fernando,

    Interferências eletromagnéticas ocorrem principalmente quando trabalhamos com alta frequência e este sinal induz uma tensão que gera interferência em outros sinais com frequência próxima.
    O sinal que vem da antena pode estar mais susceptível à interferência por alguns motivos que incluem:
    - maior proximidade entre o sinal emitido pelo acendedor de fogão e o cabo da antena… inclusive a interferência pode ocorrer inclusive no receptor da antena;
    - o cabo do sinal digital é tipicamente um cabo blindado (o que provavelmente não é o caso do cabo com sinal da antena).

    Inclusive, se for possível trocar o cabo da antena por um cabo blindado (por exemplo cabos com blindagem por fita de alumínio e malha de cobre, tais como o RGC-59) pode reduzir a interferência.

    OK?
    Continue Ligado no Blog da Mauá! :)

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis – Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Eletrônica da Mauá.

Juliano

13 de novembro de 2012 ás 10:15

Gostaria de tirar uma duvida sobre o neutro. A funcao do neutro e somente gerar uma DDP ja que apresenta teoricamente 0v e ligado com uma fase iria resultar 127v e se eu ligo duas fases vai da 220V(mas como vai da uma ddp se as duas fases tem o mesmo potencial)
obg

    21 de novembro de 2012 ás 13:55

    Caro Juliano,

    Bem a principal função do neutro é realmente ser uma referência comum entre as fases para que tenhamos uma diferença de potencial entre cada fase e o neutro (exemplo: 127 V).
    Assim, se queremos acender uma lâmpada com 127 V, então basta usar uma fase e um neutro.
    Contudo se utilizamos duas fases, podemos obter 220 V.
    Agora a sua pergunta é: … porque quando utilizamos duas fases obtemos 220 V se quando usamos qualquer fase em relação ao neutro dá 127 V… se a DDP é a mesma, porque entre duas fases não temos 0 V. A explicação é apresentada a seguir.

    Os sinais em redes trifásicas são constituídos de sinais senoidais com defasagem de 120 graus de uma fase em relação à outra.

    Assim, se somarmos todos os três sinais ao longo do tempo, resulta em 0 V.

    Assim, num sistema trifásico ou bifásico, não é necessário o neutro, pois a corrente circula entre as fases. Note que no sistema bifásico há uma diferença de potencial entre as fases. Inclusive se fizermos o cálculo em função do tempo é possível demonstrar que a tensão obtida entre fases (Vff) pode ser calculada em função da tensão fase neutro (Vfn) por:

    Vff = Vfn multiplicada pela raiz quadrada de 3.

    Exemplo: se vfn é 127 V, resulta em vff de 220 V.

    OK?
    Continue ligado no Blog da Mauá! :)

    Prof. Wânderson de Oliveira Assis – Coordenador de Engenharia Elétrica e Eletrônica do Instituto Mauá de Tecnologia

gian

28 de outubro de 2012 ás 15:51

Tenho uma duvida simples, para tocar um motor de 3 Cv qual tamanho de gerador elétrico 220 v estacionário necessito, considerando um fator de potencia medio deste motor . Grato gian

    1 de novembro de 2012 ás 11:32

    Olá Gian,

    a questão parece simples, mas não é ! Veja alguns exemplos:

    1) MOTOR DE INDUÇÃO TRIFÁSICO ( 3CV /220V )

    a) Após a Partida, com 100% de carga, em regime contínuo
    – P(mecânica) = 3 CV = 2,20 kW
    – Pativa(elétrica)= kW(nom) 2,60 kW ( com rendimento de 85%)
    – Paparente(elétrica)= kVA(nom) = 3,25 kVA( com FP=0,80 )
    – I(nom) = 8,5 A

    b) No Instante da Partida ( partida direta / 220V )
    – Ip = 8.In = 68A
    – kVA(p) = 8.KVA(n) = 26 kVA
    – kW (p) = kVa(p) . FP(p) = 26.0,4 = 10,4 kW

    2) GERADOR SÍNCRONO TRIFÁSICO COM REGULADOR DE TENSÃO, ACIONADO POR UM
    MOTOR DIESEL

    – kVA nominal do Gerador = kVA(n)G = 12,5 kVA
    – kW (n)G = 12,5 . 0,8 = 10 kW
    – Sobrecarga( t=10s ) : 25 kVA / 10 kW
    – Máxima Queda de Tensão do Regulador+Gerador = 20%

    3 ) O Gerador de 12,5 kVA / 10 kW pode partir diretamente o Motor
    (26kVA/10,4kW) e alimentar em regime contínuo (3,25kVA/2,6kW).

    4) O kVA(p) e o Kw(p) do Motor podem ser reduzidos para 1/3 do valor, utilizando uma Chave de Partida Estrela/Triângulo (Y/D) Um Gerador de 5kVA/4kW seria suficiente !

    5) É necessário verificar se o Motor parte num tempo inferior a 10s , com a Chave Y/D,caso contrário o motor pode queimar na partida !

    Continue ligado no Blog da Mauá! :)

Danilo

6 de setembro de 2012 ás 16:57

Quando é obrigatório fazer a interligação entre neutro e terra num projeto?

    18 de setembro de 2012 ás 14:52

    Olá Danilo!

    Veja resposta elaborada pelo Coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e Engenharia Eletrônica da Mauá Wânderson de Oliveira Assis.

    Um sistema de aterramento consiste num conjunto de condutores enterrados, com o objetivo de realizar o contato entre o circuito e o solo com a menor impedância possível. (WIKIPEDIA).
    Todo circuito bem projetado e executado deve ter um sistema de aterramento cujo objetivo é minimizar os efeitos destrutivos de descargas elétricas (e eletrostáticas) em equipamentos elétricos além de proteger os usuários de choques elétricos.
    O uso do terminal do terra isolado do neutro, é indispensável em aplicações industriais que envolvem potências consideráveis e em subestações. Contudo recomenda-se que isso seja feito também em aplicações residenciais. Não é a toa que muitos equipamentos possuem tomadas de três pinos, dos quais dois são fase e fase (exemplo: 220 V) ou fase e neutro (exemplo: 127 V). O terceiro terminal (terra) é isolado dos outros.
    Para ilustrar, por exemplo, se conectamos todos os equipamentos de uma empresa usando o ponto do neutro como ponto comum, assim não haverá diferença de potencial entre carcaças de máquinas. Assim, o funcionário não levará choques entre máquinas, por exemplo, tocando nas carcaças. Agora, se houver um curto-circuito, por algum motivo, ou mesmo descargas atmosféricas, esta descarga poderá escoar pelo aterramento, minimizando os problemas causados para os equipamentos ou para as pessoas.
    Contudo, nem sempre as residências possuem aterramento e assim somente estão disponíveis os terminais de fase e neutro. Um erro muito comum nesses casos é a conexão do fio terra ao neutro, que tem função diferente. Este procedimento, em vez de proteger pode agravar os riscos (WIKIPEDIA). Por outro lado, ainda assim, em alguns casos costuma-se fazer a conexão entre terminais de terra e neutro. É que existem vários sistemas de distribuição diferentes no Brasil. Por exemplo, consideremos os sistemas de distribuição:
    1 – Monofásico fase-neutro (127 V) com neutro aterrado (por exemplo, em Santa Catarina). Nesse caso o neutro e o terra estão interligados diretamente na entrada da energia. Assim, você pode até pode ligar o neutro e o terra juntos na mesma tomada.
    2 – Monofásico fase-neutro (127 V)com neutro não aterrado. Nesse caso o neutro e o terra não podem ser conectados juntos, pois além de agravar os riscos é possível gerar correntes de fuga (caso o neutro não seja de exatamente 0 V) que podem aumentar o seu consumo de energia.
    3 – Bifásico fase-fase: neste tipo de sistema pode não existir neutro disponível. Com o neutro disponível alguns costumam conectá-lo ao terra. Contudo se possível isso deve ser evitado.

    Esperamos ter ajudado!
    Continue ligado no Blog da Mauá! :)

mauricio dos santos

8 de junho de 2012 ás 12:37

tenho um problema com a rede quando ligo alguma coisa como serra ou ventilador meus aparelho de som da muita interferência gostaria de saber como faço para evitar

    12 de junho de 2012 ás 14:18

    Olá Mauricio!

    Basicamente há dois tipos de interferência: a) conduzida; b) (ir)radiada;. Ambas são de caráter eletromagnético e podem coexistir.

    A primeira propaga-se pela fiação elétrica. A segunda se dá por transmissão pelo próprio ar no ambiente.

    Há maneiras de diminuir os efeitos das interferências. Veja as sugestões:

    a) Faça uso correto do pino terra, se existir, do equipamento de som. A conexão elétrica do terra tem de estar em ordem na instalação.
    b) Filtros de linha na alimentação do equipamento de som podem ajudar a diminuir/resolver o problema, mas atenção quanto à capacidade máxima de carga suportada pelo filtro.
    c) Verifique a qualidade da conexão elétrica dos cabos coaxiais no painel traseiro do equipamento de som, dando especial atenção para os que trafegam sinal de baixa amplitude e alta impedância.
    d) Verifique se há sinal proveniente de instalação de TV a cabo (desconecte-o para o teste); pode ocorrer que o aterramento do equipamento distribuidor do sinal a cabo esteja com problema.
    e) Procure mudar a posição do equipamento (girando-o, por exemplo); se houver alteração no efeito da interferência, ela é muito provavelmente de caráter (ir)radiado, e é mais difícil, para o leigo, diminuir seus efeitos. Pode ser que o equipamento não tenha blindagem interna contra interferência; trata-se de uma questão de projeto técnico; neste caso há pouco o que fazer.

    Esperamos ter ajudado!
    Continue ligado no Blog da Mauá! :)

Daniele

3 de maio de 2012 ás 18:35

Olá…
Estou construindo minha residência em uma cidade 110, porém hoje moro em uma cidade 220, gostaria de saber se há como colocar 220 em toda a residencia para que eu possa usurfruir de todo os meus eletronicos. O mestre de obras me disse que só é possível no chuveiro e na geladeira. Ele está certo?

    7 de maio de 2012 ás 8:44

    Olá Daniele! Não existe restrição quanto a realizar a ligação de sua nova residência em 220V. Basta realizar um projeto elétrico adequado (como também teria de ser realizado para 110V) e implantar todas as proteções. Se o intuito for reaproveitar todos os equipamentos 220V que você já possui, tome apenas o cuidado de quando adquirir novos equipamentos fazê-lo para 220V. A conexão de um equipamento 110V em 220V pode danificá-lo gravemente e representar um risco à segurança.
    Obrigado por visitar o Blog da Mauá! ;)

Cris

7 de fevereiro de 2012 ás 0:53

Porque a tensão medida entre duas fases é de 220v, sendo que não existe ddp entre elas, pois as duas valem 110v?

    9 de fevereiro de 2012 ás 7:39

    Olá Cris,
    Inicialmente devemos ter em mente que a onda presente em cada fase é senoidal (a sua amplitude varia no tempo de forma senoidal). Uma fase está sempre defasada da outra de 180 ̊, isto é, enquanto uma faz fases está no seu valor máximo positivo, a outra estará no máximo negativo. Quanto realizamos a medida de uma em relação a outra temos o dobro do valor (ex. de +10 para -10 temos 20!), explicando o resultado de 220V entre fases de 110V. ;)

Eduardo

7 de fevereiro de 2012 ás 0:34

Porque não tomamos choque durante o banho, sendo que a corrente eletrica que passa pela resistencia fica em contato com a agua, que é condutora de eletricidade e que cai em nosso corpo que por sua vez fica em contato com a terra?

    9 de fevereiro de 2012 ás 7:39

    Olá Eduardo!
    A corrente elétrica sempre procura percorrer o caminho de menor resistência, embora a água fornecida às nossas residências seja condutora, a resistência elétrica utilizada para o aquecimento ainda representa o caminho preferencial para a corrente elétrica. Para assegurar o processo também é colocado um trecho de condutor (geralmente um segmento de fio com a ponta sem isolação) próximo à resistência de aquecimento, este condutor é aterrado e opera como caminho de fuga (no lugar de seu corpo) caso exista um problema. :)

Vinícius Insaro Hamberti

1 de junho de 2011 ás 23:20

Qual a categoria de uma contatora que aciona um motor trifásico com inversão de rotação e manobras interpetentes ? Valeu.

Vinícius Insaro Hamberti

1 de junho de 2011 ás 23:19

Qual a medida da seção do condutor neutro de um motor monofásico fechado em 127V ? Obrigado.

Vinícius Insaro Hamberti

1 de junho de 2011 ás 23:18

Em uma instalação de um motor Dahlander com reversão os relês térmicos instalados no circuito deve ter regulagem iguais ou diferentes ? Se possével, me explique,é uam dúvida que eu encontrei ao realizar a montagem de um esquema elétrico com um motor dahlander, muito obrigado.

alessandro

22 de abril de 2011 ás 22:04

tenho reatores da intral de 220v entre fase e neutro,posso ligar eles em uma tensao de 208 v entre fase e fase

    25 de abril de 2011 ás 14:29

    Alessandro

    Primeiramente é necessario saber o tipo de reator (eletrônico ou eletromagnético).
    A alimentação pode ser (fase+fase) ou (fase+neutro), o que vale é a tensão de alimentação
    Reator eletrônico em 220V – Margem de trabalho ( 198 a 242 V) 10% – compesação das perdas.
    Reator eletromagnético em 220V – Margem de trabalho é proporcional a sua tensão, se for 208V, há perdas no fluxo luminoso.

    O importante é ter um bom sistema de aterramento das luminárias e seguir as normas:
    NBR 5114 – reatores para lâmpadas fluorescentes tubulares
    NRB 5172 – reatores eletromagnéticos
    NBR 14417 e 14418 – reatores eletrônicos para lâmpadas fluorescentes.

    Estamos a disposição

17 de fevereiro de 2011 ás 15:55

Caro old rocker, é sim muito grande o risco de choque elétrico ao se fazer isto, ainda mais se o seu chuveiro for de metal, pois seu corpo está muito vulnerável a uma descarga devido a baixa resistência em que o mesmo se encontra (sem calçado e em contato com a água). Você pode ter feito isso a vida toda, mas quando ocorrer um descuido e você receber esta descarga vai ser fatal.

Aleff

1 de fevereiro de 2011 ás 11:37

Alguem pode me informar qual a tensão de funcionamento de um motorzinho daquelas maquinas de barbear ?… E se eu posso liga-lo na saida USB.

    7 de fevereiro de 2011 ás 16:26

    Caro Aleff,

    A porta USB opera com 5V, mas sua corrente é limitada em 100mA para a maior parte das aplicações, sendo possível negociar com o Host (computador) o fornecimento de até 500mA no máximo.
    Não saberia lhe informar qual a corrente necessária pelo motor que pretende utilizar, mas sua aplicação deveria limitar-se a 0,5W (5V * 100mA).

    Abraço,

    Prof. José Carlos de Souza Jr.
    Coordenador de Engenharia Elétrica e Eletrônica

Binho

31 de agosto de 2010 ás 9:08

bobagem? então um dia com o chuveiro ligado enfiem a mão onde está saindo a água, experiencia própria, e doi :D

Pedx

27 de agosto de 2010 ás 22:36

Isso eh conversa fiada. As próprias fabricantes de chuveiros recomendam pra mudar a temperatura do chuveiro com ele ligado pra não queimar o resistor.

Anonimo

27 de agosto de 2010 ás 7:56

também fiz isso a vida inteira e nunca levei choque!

old rocker

26 de agosto de 2010 ás 14:35

Esse lance do chuveiro não sei não, se houver risco de choque deve ser muito pequeno pois, fiz isso a vida inteira. Valeu!

25 de agosto de 2010 ás 22:04

Bacana. Esse tipo de curiosidade sempre é legal de saber.

Ridonio

25 de agosto de 2010 ás 17:39

Nunca tinha pensado nessa possibilidade de extração da energia dos raios.

Muito interessante, obrigado!

25 de agosto de 2010 ás 16:53

ah legal, sempre tive medo de chuveiro, agora acabou comigo HAHAH :P

Leonardo

25 de agosto de 2010 ás 16:41

Bom post.Parabéns

25 de agosto de 2010 ás 15:03

Pena qua ainda não há tecnologia para utilizar a energia de raios porque se não me engano o Brasil é um dos países com maior incidencia de raios. Dei uma pesquisada rápida no google, e parece que até existem protótipos que extraem essa energia, porém esses protótipos tem pouquissima eficiência ainda.

Alexandre

25 de agosto de 2010 ás 12:20

Isso ai, é tudo o que Vcs. podem informar, sobre eletricidade?

MICHEL FREIRE

25 de agosto de 2010 ás 8:05

É possível sim utilizar a energia do relâmpago para alimentar o capacitor de fluxo e permitir a viagem no tempo. Óbvio.

Quem não assistiu "De Volta para o Futuro?"

hahhahah

25 de agosto de 2010 ás 6:48

bem legal o post….. muita coisa ai eu nao sabia de nada disso..

Eder Weber

25 de agosto de 2010 ás 5:20

Caraca que show, gostei do post

Torinha

25 de agosto de 2010 ás 5:16

legal, muito bom !

Pingbacks & Trackbacks

29 de agosto de 2010 ás 7:19

[...] Dúvidas sobre eletricidade [...]

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