Ontem nós conhecemos a geladeira “que levita”, projeto que despertou a curiosidade dos presentes no prêmio Whirlpool. Hoje veremos o último projeto de alunos da Mauá selecionado no prêmio Whirlpool. Com foco na iluminação da geladeira, nos deixa pensando “como os fabricantes ainda não utilizam isso?”. Confira!

iluminação por LEDs na geladeira

Iluminação interna inteligente

As lâmpadas dos refrigeradores atuais geram calor, que aquece o ar dentro da geladeira, exigindo resfriamento. Além disso, as lâmpadas ficam localizadas no fundo do refrigerador, projetando sombras quando colocamos alimentos perto delas. A luz, por sua vez, é amarela, o que influencia na cor dos alimentos, muitas vezes deixando-os com um aspecto pouco agradável. Os estudantes Erick Oliveira e Vinícius Selestrim perceberam algo muito simples, muito relevante, e que nenhum profissional havia pensado ainda.

Erick Oliveira e Vinícius SelestrimUtilizando um sistema com lâmpadas de LED (16 no compartimento principal e 8 no freezer), eles criaram um sistema elegante, com luz branca e bem distribuída. A lâmpada de LED emite uma “luz fria”, é resistente e consome pouquíssima energia. Essa mudança melhora a estética do produto e dos alimentose da tão buscada eficiência energética. Conforme estimativas dos criadores, essa substituição pode representar uma economia de até 97% no consumo mensal da iluminação dos refrigeradores.

É isso aí! Parabéns aos jovens talentos que, antes mesmo de deixar o campus, já estão brilhando!

Confira a apresentação que os alunos produziram:

Muita gente ficou curiosa quando ficou sabendo que havia, entre os projetos selecionados no prêmio Whirlpool, uma geladeira capaz de levitar. Ficou curioso também? Então conheça melhor este projeto:

geladeira que levita

A geladeira “que levita” (4º lugar na categoria Engenharia)
Os futuros engenheiros André Cunha e Mirna Lunetta deixaram muita gente curiosa com uma solução simples e muito criativa. Inspirados nos veículos anfíbios (hovercrafts) eles embutiram um motor – de aspirador de pó – embaixo da geladeira que, quando ativado, empurra o ar para baixo, contra o chão, fazendo a geladeira “levitar”.

Mirna Lunetta e André CunhaNa verdade, como o vento faz uma força contrária ao chão, a geladeira é quase erguida. Como mágica, torna-se possível mover a geladeira com apenas uma mão e pouco esforço. A ideia é facilitar a locomoção do produto, especialmente para idosos e donas de casa.

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Confira a apresentação que os alunos produziram:

Hoje vamos conhecer uma geladeira incrementada pelos alunos de Engenharia da Mauá, um dos 20 projetos selecionados no prêmio Whirlpool. A proposta reutiliza o ar da própria geladeira e é inspirada em um recurso usado em sistemas de ar condicionado. Leia mais:

cortina de ar no freezer

A cortina de ar frio (5º lugar na categoria Engenharia)
Imagine que você precise retirar diversos alimentos do freezer e, consequentemente, deixará sua porta aberta por alguns minutos. Muito ar quente entrará e muito ar frio sairá. Para evitar esta troca de ar, que acaba exigindo um grande esforço do refrigerador, aumentando o consumo e diminuindo o tempo de vida dos alimentos, os estudantes de Engenharia da Mauá Eduardo Vilas Boas, Leandro Ferracioli e Lucas Palhares adaptaram aos freezers dos refrigeradores duplex um sistema de cortina de ar utilizado em algumas lojas para melhorar a eficiência do ar condicionado interno.

Leandro Ferracioli e Lucas PalharesUm pequeno motor e alguns tubos embutidos utilizam o ar do próprio refrigerador para criar uma barreira de ar que impede a troca do ar frio de dentro pelo ar quente de fora do freezer, aumentando a eficiência e vida útil do refrigerador.

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Confira a apresentação que os alunos produziram:

A Whirlpool (empresa que detém as marcas Brastemp e Consul) pediu a universitários dos cursos de Engenharia e Design do Produto, de todo o Brasil, propostas inovadoras e funcionais, com aplicações práticas para seus produtos.

Universitários de diversos estados brasileiros enviaram projetos que foram analisados por duas comissões julgadoras: a primeira, uma comissão técnica da Whirlpool e a outra, formada por profissionais renomados do mercado e representantes de associações e órgãos públicos (como a FINEP e a AMPEI).

Apenas vinte projetos foram selecionados, sendo 10 de Engenharia e 10 de Design. Entre os vinte, quatro foram de alunos da Mauá. Ao longo dos próximos três dias iremos conhecer melhor esses projetos fantásticos, começando com uma lavadora de louças que não utiliza água quente, nem jatos de água, nem sabão e todo o processo de lavar e secar dura menos de 15 minutos. Como? Descubra abaixo:

SONORA a lava-louças com ultrassom

A lava-louças ultrarrápida com ultrassom (5º lugar na categoria Design)

Este projeto dos alunos de Design do Produto da Mauá é o sonho de muita dona de casa! Murilo Gomes e Guilherme Rodrigues desenvolveram uma máquina de lavar louças que, além de bonita e sofisticada, é super eficiente. Em primeiro lugar, por não usar jatos de água, as louças ficam juntinhas dentro da máquina. O tanque se enche de água, cobrindo toda a louça. Aí, são emitidas ondas de ultrassom que “quebram” as moléculas da água, removendo toda e qualquer substância das peças imersas em apenas 45 segundos. A água utilizada ainda passa por um filtro que remove 99,999% das bactérias, permitindo que ela possa ser reutilizada até 20 vezes.

Os autores Guilherme Rodrigues e Murilo Gomes

Para secar, também é utilizado ultrassom e o processo dura apenas 8 minutos. Resumindo, temos uma otimização de espaço interno, economia de energia (a água não é quente, não há jatos), economia de água (é reutilizada e não é contaminada com sabão), custo baixo para produzir e redução considerável no tempo do processo.

Confira a apresentação que os alunos produziram: