Christian Bale em Terminator: Salvation

Realizado há quase 25 anos, o primeiro filme da série Exterminador do Futuro apresentava robôs inteligentes capazes de se passar por humanos. Isso já é real hoje em dia?

Primeiro, claro, é necessário definir de quais modelos de robôs presentes no filme estamos falando. Para o mais evoluído de todos, o modelo T-1000 (protagonizado por Robert Patrick no segundo filme da série, de 1991), a resposta imediata é: não.

O modelo T-1000 era capaz de reproduzir formas simplesmente a partir de uma amostra visual ou física. Também podia mudar de forma sem perder informações armazenadas em seu hard drive e de simular materiais e estruturas. Sua alimentação vinha de alguma forma de energia auto-suficiente.

Mas o que é possível de tudo isso?

Começando pela sua capacidade de reproduzir fisicamente algo, como um ser humano, por exemplo. Copiar como se fosse um scanner todos os aspectos físicos de um humano, como altura e peso ou cor da pele, já demandaria uma capacidade de processamento absurda. Mesmo alcançada a reprodução física, o robô não teria como simular as pegadas de alguém mais pesado do que ele ou até mesmo a altura de alguém mais alto ou baixo do que ele – por simples questão de composição estrutural. O que poderia acontecer seria a simulação do aspecto físico num nível apenas visual, como um boneco de plástico oco.

Um poder de processamento incrivelmente alto também seria necessário para performar a mais básica das funções, como piscar.

No filme, o T-1000 também conseguia mudar de forma, do estado líquido para o sólido e assim mesmo preservar toda a sua programação e capacidades. Atualmente não há uma maneira de armazenar informação que consiga passar por todos esses estados físicos e ainda manter intactos todos os dados nele armazenados. Sem contar a pele do robô, que simula perfeitamente o tecido humano e atravessa essas fases, além de se regenerar após dano.

“Cientistas já desenvolveram pele humana sintética utilizada para transplante em humanos. Nos Estados Unidos criaram uma espécie de plástico que consegue se reconstituir repetidas vezes após rachaduras. Abrindo mão da regeneração, poderia ser utilizada a pele humana sintética.” Comenta a professora da Mauá Alessandra Dutra Coelho, do curso de Engenharia Elétrica, “Esse material é o que mais se assemelha com a ficção”.

No segundo filme, o robô “copia” um policial. Por ser feito de uma liga metálica é impossível que ele consiga simular o aspecto de uma roupa de algodão, por exemplo. Por fim, a energia que o robô utlizava para realizar essas tarefas provavelmente não vinha de alguma fonte como baterias. Atualmente, só seria possível que isso acontecesse caso estivesse ligado a uma tomada, com fonte de energia bastante alta.

Calma! Não desanime! Estamos ainda longe de termos um robô como esse caminhando por aí, mas vários aspectos da ficção presentes no filme já são realidade.

Temos robôs com super reflexos e capacidade de gerenciar tarefas complexas sem nenhum tipo de auxílio humano e os estudos na área de AI estão tão avançados que temos robôs sentindo “amor”.

Estamos tão desenvolvidos nessa área que a British Royal Academy of Engineering, já preocupada em como julgar os atos criminosos cometidos pelas máquinas, publicou um artigo onde avalia de quem é a responsabilidade caso um robô mate alguém.

A previsão de Raymond Kurzweil, de que em 2029 teremos um robô capaz de passar no Teste de Turing, não parece mais inalcançável. É bastante provável que nossos filhos interajam com máquinas que performem coisas que só vimos em filmes como o Exterminador do Futuro.

“Na Mauá já trabalhamos com diversos robôs dotados de inteligência artificial como os utilizados no “Futebol de Robôs” e também os robôs “Humanóides”. Afirma Alessandra Dutra Coelho, “Esta inteligência é programada no robô através de microprocessadores programáveis em linguagem C, delphi e outras linguagens”.

Pois é, o futuro chegará muito mais rápido do que a ficção previu.

10 comentários para “Os robôs de Exterminador do Futuro: já chegamos lá?”

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Leni Burton

30 de setembro de 2010 ás 13:34

Pode crer, um dia eles eh que vao tomar conta de tudo!
afinal porque o homem cria robos inteligentes?Simples,pra faze-los de escravos.Mas oque o homen talvez nao se ligou é que a capacidade de processamento de informaçoes é bem maior que a nossa o que os torna muito mais inteligentes,sem contar que nao sentem nada de sentimento,já existem ate´robos programados pra enganar e fraudar.Por enquanto o homem está sob controle,mas até quando?

leandro

7 de setembro de 2009 ás 15:51

o filme mostra um caos mundial decorrente dos robos(ou dos humanos), sera q os robos um dia estudaram e em suas aulas no colegio dirao a gente eh a evolucao dos humanos.

Marcelo

4 de setembro de 2009 ás 12:07

Parabéns pelo post!

AC/DC

3 de setembro de 2009 ás 15:50

Na verdade o exterminador 2 é de 1991,post interessante…

3 de setembro de 2009 ás 11:25

Discordo sobre a proximidade da singularidade. Mas achei bem interessante a discussão das questões de engenharia envolvidas com robôs.

No meu blog está rolando uma boa conversa sobre IA, e você poderá entender meu ponto de vista e de outros leitores…

http://www.tecnoclasta.com/2009/08/17/sobre-intel

3 de setembro de 2009 ás 9:20

Eu vi o vídeo… alucinante como esses robôs são rápidos, ágeis… incrível mesmo!

3 de setembro de 2009 ás 8:53

Muito legal o post e a proposta do Blog. Irei divulgá-lo no twitter da empresa de formaturas em que trabalho, pois minha proposta é gerar um conteúdo relevante para quem vai entrar na faculdade ou quem está saindo para o mercado de trabalho.

Parabéns !! O perfil do twitterda empresa de formaturas é @FL_F e o meu, particular é @idegasperi

Parabéns pelo conteúdo !

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1 de outubro de 2009 ás 8:18

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