Gelatina que endurece fora da geladeira: um projeto Mauá

gelatina
Faça um experimento: durante o decorrer de um dia anote todas as ideias que surgirem na sua cabeça. Qualquer uma, desde uma solução para resolver a demora dos elevadores do seu prédio até uma nova forma de publicidade em campos de futebol. Após uma leve triagem (pesquisas online e busca de referências, por exemplo) pode contar que ainda sobrarão algumas na sua lista.

O passo seguinte é buscar modos para concretizar as ideias que sobraram. Aí a coisa fica complicada. Você notará falta de conhecimento técnico, recursos e formas de seguir adiante com a sua idéia.

Caso você seja aluno da Mauá, o panorama é um pouco diferente. Está na história do Instituto incentivar novos projetos de seus alunos, sempre com o objetivo de transformar a vida das pessoas por meio de uma simples ideia.

No começo de 2007 as alunas Adriana Andreoni, Fernanda Bernardi, Renata Reis e Taiana Trovão, então na 4ª série de Engenharia de Alimentos, buscavam um tema para o trabalho que desenvolveriam nos meses seguintes, mas que também pudesse continuar a ser trabalhado na última série do curso. O grupo teve uma ideia interessante que foi transformada em realidade nos laboratórios da Mauá: uma gelatina instantânea em pó que endurece sem precisar ir para a geladeira.

Buscando praticidade e saúde, as garotas do grupo levaram o projeto para a professora Eliana Paula Ribeiro e começaram, aos poucos, o desenvolvimento do produto.

“Os ingredientes que permitiram a obtenção da gelatina, quando adicionados a água fria, foram dois tipos de colágeno modificado: instantâneo e solúvel a frio. O primeiro é essencial para formar as pontes e redes que ligam água e formam o gel. E o solúvel a frio, juntamente com o açúcar, era importante para dar a solubilidade em água fria, já que a maioria das gelatinas e hidrocolóides não possuem essa propriedade”, explica a agora Engenheira Tatiana Trovão, que fazia parte do grupo. “Assim, junto com aroma e corante, conseguimos o produto final desejável”.

O projeto foi apresentado em 2008 na Eureka, feira promovida pela Mauá em que alunos mostram seus trabalhos de conclusão de curso – TCC. Também foi apresentado para a banca de avaliação do TCC, na qual recebeu elogios.

Esse trabalho não só mostra que na Mauá suas ideias encontram a realidade, mas também que, com ambiente certo e conhecimento empregado a serviço da transformação, várias coisas do seu dia a dia podem adquirir características novas e surpreendentes!

11 Replies to “Gelatina que endurece fora da geladeira: um projeto Mauá”

  1. Estou em busca de gelatina que NÃO derreta fora da geladeira. quero fazer para vender.. alguem pode me ajudar?
    Com receita ou produto que eu possa colocar para que se conserve fora da geladeira

  2. bom estava querendo fazer um projeto de ciencias mais agente presiza que essa gelatina fique dura gostaria de saber quais são os ingredientes pois me enteresei muito

    1. Olá Bianca, tudo bem?
      Este foi um projeto de TCC e o produto é industrializado, infelizmente não temos os ingredientes para compartilhar.
      Se tiver mais alguma dúvida, conte conosco! Faremos o possível para te ajudar. 🙂

    1. Fabíola, bem legal a gelatina, né? Infelizmente, só é possível fazê-la por meio de um processo industrial, no qual
      são utilizados ingredientes que não estão disponíveis no mercado nacional. Mas, quem sabe em breve não aparece nas prateleiras dos supermercados? 🙂

  3. Boa Noite, gostei muito do artigo e da pequisa de voces mas estou a procura de uma gelatina que comia quando pequena em curitiba minha mae comprava na banca de jornal era durinha e empacotada em papel celofane.E gostaria de obter a receita de como fazer a que voces desenvolveram grata

  4. Achei muito interessante o desenvolvimento dessa gelatina!

    Tenho interesse em obtê-la ou saber como produzi-la pra

    desenvolver outra pesquisa. Como faço para obter essas

    informações? obrigado e parabéns!

  5. O ágar ágar é um hidrocolóide extraído das algas marinhas.Sua composição é rica em fibras e sais minerais, diferente da gelatina que é proteína. A principal diferença é que o ágar ágar não é solúvel em água fria, precisando assim de aquecimento da água para a mistura e preparo da gelatina, mesmo sendo estável em temperatura ambiente depois de pronta. A idéia do trabalho foi criar uma gelatina (fonte proteína) rica em colágeno, que não precisasse de aquecimento para o preparo e que pudesse ser consumida com uma simples mistura com água gelada!

  6. Há centenas de anos, os orientais fazem gelatina com o pó da alga agar-agar, e essa gelatina endurece sem ir à geladeira. Pode-se comprar facilmente a gelatina de alga em qualquer casa de produtos orientais ou naturais.

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